SWEET BAR

Desde cedo meu pai me ensinou a encarar o mundo com
sorrisos, e para todo mundo dava um risole. Agradecer da maneira mais doce. Um obrigadeiro. Me ensinou, principalmente, a nunca dar bolo em ninguém. A vida era maravilhosa, quase um sonho. Já me diria um velho boliviano.
De amargo, já diria minha vó, só o chocolate. 
Era doce como o primeiro beijinho. Quase inesquecível. E do amor que guardo desde aquela época, guardei todas as cartas, as quais tenho até folhado. 
O gosto de infância é tudo isso que eu tenho, e o sabor que guardo de outrora, é algo que nunca posso contestar. Mas meu paladar infantil já amadureceu. Só queria lembrar que hoje estamos juntos e já dormimos de coxinha.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.