Depressão pós-parto

Não, isso não vai acontecer com você.
Sim, isso poderá acontecer com você.
Mamães e papais, isso não é uma previsão e tão pouco, um descaso! A questão é que a depressão pós-parto é uma situação real — não é frescura. Mas, o fato dela existir, não quer dizer que poderá acontecer com todos os pais (sim, isso também pode acontecer com os homens).
A depressão pós-parto ocorre após o nascimento do bebê. Alguns sintomas são: perda de apetite; irritabilidade; insônia; fadiga; sentimentos de tristeza e culpa; dificuldade em criar vínculos afetivos com o bebê.
Bom, convido vocês a pensarem comigo: a depressão pós-parto é uma doença ou um sintoma?
Sabem, se pensarmos nessa situação de maneira isolada, veremos somente fatores fisiológicos e, naturalmente, faremos sempre um trabalho de reparação após o parto, tentando desesperadamente conter o sofrimento e “curar” a mãe e o pai.
Por que não prevenir também?
Olhando de outra maneira e pensando na depressão pós-parto como um sintoma, acho que dá para dizer que, mesmo antes do parto, algumas coisas estariam acontecendo.
Talvez, essa condição ruim, seja reflexo de algo não percebido antes, de emoções “deixadas de lado” em casos como: temor de que os filhos passem pelas mesmas dificuldades que os pais passaram quando crianças; julgamentos das pessoas pelo fato de ser uma mãe solteira; papais com medo (ansiedade) diante da pressão de ser o “provedor”; o próprio temor de errar com a criança. Os exemplos são inúmeros. Infelizmente não cabem aqui, pois deixariam o texto longo demais. Se souberem de mais situações, por favor, compartilhem.
O que eu quero deixar aqui, para vocês, são duas situações de conforto. Avaliem se fazem sentido para vocês:
1- Autoconhecimento: pensem em situações de suas vidas; busquem no passado algo negativo e positivo; conversem um com o outro, com seus pais, irmãos, amigos, psicólogo; planejem o futuro. É possível usar o passado como referência para fazer diferente, mas não dá para muda-lo. Faça isso agora, no presente.
2- Pensando no presente, vivam suas experiências como MÃE e PAI, acreditando que farão coisas boas sim. Não há como não errar. É impossível! Porém, existe o instinto dos pais em fazer a coisa certa também. Seus filhos viverão e sobreviverão a isso, pois vocês estarão lá… com eles.
Esse texto não é a solução e muito menos, uma tentativa de dizer o que é melhor ou pior fazer. Por meio dele, quero apenas mostrar minha convicção de que o autoconhecimento é um caminho para prevenção, mais saúde e qualidade de vida.
Cada um de vocês, mamães e papais, têm o direito de escolher como fazer isso.
Por fim, a frase: “É melhor prevenir do que remediar” nunca fez tanto sentido :)
Um abração para todos vocês.