Lula e Bolsonaro: as duas faces da mesma moeda.

Com a proximidade das eleições de 2018 começam a surgir alguns nomes para a corrida eleitoral. Lula, Bolsonaro, Ciro Gomes, Marina Silva, Alckmin, Dória, Luciano Huck, Manoela D’Ávila e os sempre presidenciáveis Eymael e Levy Fidelix.

Os casos de corrupção que recentemente vieram a tona trouxeram um descrédito geral com relação a classe política, criaram uma polarização insana e a necessidade de um super-herói, um salvador da pátria. Esses sentimentos abrem espaço para que surjam os candidatos populistas e com essas características Lula e Bolsonaro vem tendo destaque no cenário eleitoral.

Lula iniciou na vida pública como sindicalista na década de 70 e logo tornou-se a liderança mais atuante dos anos 80. Lula foi eleito o Deputado Federal Constituinte, pelo estado de São Paulo, mais votado e defendeu as pautas trabalhistas e sociais. Participou de todas as eleições presidenciais após a promulgação da Constituição Federal em 1988 tornando-se Presidente na sua quarta candidatura em 2002. Enquanto oposição era um radical defensor dos direitos trabalhistas e fazia forte oposição ao governo, enquanto Presidente sua atuação foi muito menos radical que seu discurso e conciliatória com diversos setores do empresariado, apesar de conseguir inúmeros avanços para as classes mais baixas.

Bolsonaro cumpre hoje seu sexto mandato na Câmara dos Deputados, sendo atualmente o Deputado mais votado do estado do Rio de Janeiro. Bolsonaro tornou-se conhecido por seus discursos nacionalistas e conservadores, por suas críticas ao comunismo e a esquerda e por defender a ditadura militar. Bolsonaro porém, em sua atuação, tem ações que contradizem seus discursos votando a favor da entrega do pré-sal ao capital estrangeiro, pelo fim de reservas ecológicas nacionais e pela privatização das maiores estatais.

Lula tem discurso populista que agrada alguns setores progressistas da esquerda e sua atuação agradou o grande empresariado. Bolsonaro tem discurso populista que atraí conservadores e nacionalistas de direita e sua atuação flerta com o “entreguismo” ao capital estrangeiro. O populismo de ambos os lados deve ser evitado pois sua atuação quase sempre diverge do seu discurso. Lula e Bolsonaro são as duas faces de uma mesma moeda populista com discursos que atendem os dois lados de uma massa desamparada e polarizada e com atuações que agradam apenas ao mercado financeiro.