Leitura de Livro Técnico – Dogan, Petter, 2nd edition feb 1986

Instrument Flight Training Manual

Na procura por novas leituras, revendo a minha biblioteca, achei um livro que foi muito importante na minha carreira. Primeiro porque acrescentou conhecimentos básicos das técnicas do vôo por instrumentos, segundo porque me alertou para a necessidade do estudo da língua inglesa. Abri o livro e logo a primeira surpresa, eu anotei a data do início da leitura. 04 de março de 1996. Folheando ele mais um pouco, mais uma supressa. Um pequeno pedaço de papel onde eu respondi as perguntas do capítulo 6, tratando do assunto ADF. Eu era organizado, anotei a data também. 9 de agosto de 1997. Não era uma leitura fácil e rápida, o dicionário tinha que estar ao lado todo o tempo. Detalhe, eu não tinha computador e outros recursos como o Google para rápidas traduções, tudo no old and fashion way.

Não resisti e resolvi reviver esta leitura. Agora mais dinâmica, mais fácil, mais rápida. Excelente experiência, pois ao mesmo tempo que ia revendo conceitos esquecidos, sim esquecidos, pois na aviação contemporânea os equipamentos fazem o que fazíamos no passado, ia também relembrando do passado distante e extremamente nostálgico.

O prefácio é desafiador para o piloto que está em busca da sua habilitação técnica em vôos por instrumentos, pois ele de cara mostra a frustração do piloto que fica limitado as intempéries da meteorologia e não pode completar um vôo, pois as condições já não são mais favoráveis ao vôo VMC. Na sequência traça considerações sobre a obtenção da carteira de IFR. No capítulo 2 começa efetivamente a abordar técnicas de vôo por instrumento. Fala em separado de cada instrumento, do seu princípio de funcionamento, da suas particularidades, do seu uso. Horizonte Artificial, Velocímetro, Altímetro, Giro direcional, Turn coordinator e o Climb. Fala dos “números do vôo”, seis configurações, onde para cada fase de vôo, o avião terá números, como potência, velocidade, atitude. A trajetória desejada é mera conseqüência, Foi a primeira vez que ouvi falar de Instrument scan.

Depois vai para a classificação do espaço aéreo. Desatualizado claro, mas não tão menos interessante, pois é possível perceber as mudanças pela qual a estrutura do espaço aéreo foi passando, conceitos que eram de extrema importância, mas hoje se perdem na automação embarcada.

A partir do capítulo cinco começa a falar da radio navegação. Agora não é só manter o avião de asas niveladas dentro das nuvens, agora entra a orientação geográfica, baseado nos sinais de radio freqüência. Para que lado está a estação, qual será a entrada em orbita, depois do afastamento, para que lado é a curva. Isso tudo sem nenhuma representação gráfica, tudo traduzido através da leitura de marcações relativas dos ADFs ou radiais dos VORs. Era desafiador. O melhor, eu vivi tudo isso, pois na seqüência de minha carreira tive oportunidade de voar aeronaves que ainda eram equipadas somente com estes equipamentos básicos.

A non precision approach does not provide glide slope information. The pilot simply descend to the minimum descent altitude (MDA), levels off, and continues at that altitude until reaching the missed approach point.