A imprevisibilidade da vida, um poema.

Quando pensei já ter vivido o suficiente acreditei que as coisas estavam prontas.

Havia uma brisa que sempre soprava em minha direção que de tempos em tempos se tornava mais forte, cada vez mais forte.

Um dia ela veio sem avisar e com uma força tão grande derrubou todas as edificações que outrora eu havia erguido.

Diante daquele quadro, o qual eu mesmo havia pintado, eu me sentia como uma embarcação furada, que sucumbe as grandes ondas em uma tempestade.

Aquela leve brisa, que outrora me refrescava, se transformou em um vendaval, e o vento forte me arrastou para outro lugar.

Em novas terras, eu estava bem vivo. Era tudo novo, mas às vezes, eu ainda me sentava sobre os escombros de uma vida passada.

E quando achei já ter vivido o suficiente percebi que a vida é feita dos mais diversos momentos. Se manter vivo implica reagir, porém sem oferecer resistência a própria vida.

Oh vida! O qual eu não posso segurar, o qual eu não posso deter, nem tão pouco controlar.

Oh vida! Que traz diariamente inúmeras surpresas.

Oh! avida tão bela, tão grande, tão indomável, que traz em si mesma o plantio, a colheita e a seca.

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