
Isso é coisa do diabo!
Um belo dia resolvi caminhar.
Depois de tantas promessas não aguentei esperar.
O cansaço batia! E tudo o que eu via era um povo cansado e dominado pela apatia.
Dos seus sorrisos de plástico eu me cansei, mas antes de sair virei para um deles e perguntei:
E quanto ao mundo lá fora?
E aquele ser “renovado” com seu semblante cansado me respondeu assustado:
Quanto ao mundo lá fora eu se quer me preocupei.
Como um bom cidadão pós-moderno da praticidade me utilizei.
Juntei tudo em um único cesto, e como farinha em um mesmo saco eu os generalizei.
Por seus escritos e livros eu não me interessei. Para falar a verdade eu nem li.
Eram todos tão diferentes nem parecia gente que morava ali.
Seus costumes e ritos eu se quer estudei.
Por conta da minha ignorância e soberba várias culturas eu massacrei.
E para que meu ato “santo” e “civilizado” fosse justificado,
Fiz do desconhecido obra do diabo.
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