Quando quebrei o primeiro muro.

Canções e seu poder de conexão atemporal.
Um caleidoscópio de sentimentos, um redemoinho de lembranças.
Em alguns momentos me trazem uma nostalgia irritante.
Lembro-me de lugares que passei das palavras que foram proferidas, sorrisos e lágrimas.
Preces, muitas preces.
Lembro-me de pessoas, e automaticamente toco no botão do play e desligo a canção.
Elas não estão mais por lá! Tudo está acabado, o muro quebrado, as preces foram silenciadas.
A música parou de tocar, e o silêncio inundou os corações.
Quando a perplexidade nos sufocou, pela ausência de fôlego todos nós ficamos mudos.
Creio que muitos já estavam bem cansados daquela caminhada. Sem norte, sem rumo.
Depois de um tempo, quando voltei a respirar um pouco, percebi que as ligações foram se tornado cada vez menos frequentes.
Percebi que para alguns me tornei um apóstata, enquanto para mim, muitos se mantiverem ausentes.
Depois de algum tempo, quando novas canções começaram a tocar, a dança trouxe de volta o sorriso, as lágrimas traziam alívio e alegria. Eu pude respirar novamente.
Olhei para o passado e mais uma vez vi muita gente.
E só depois percebi que assim como eu, elas também estavam doentes.
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