The Awakening. Um breve comentário sobre o cara vacilão nas letras do último álbum do P.O.D.

Resenha escrita por um cara que, na falta do que fazer, resolver escrever sobre algumas coisas legais (ao menos para ele).
Com a notícia da morte do vocalista do Linkin Park, Chester Bennington na última quinta-feira, dia 20 de julho de 2017, fui tomado por um sentimento saudosista em relação ao gênero Nu Metal. Parei para ouvir canções e bandas que já não faziam parte da minha playslist, já tinha um tempo, e nessa onda saudosista, fui conferir a quantas andava a som do quarteto californiano P.O.D, e me deparei com álbum The Awakening, lançado em 2015.
Tentarei ser breve em minhas observações sobre o disco. Afinal, ninguém lê textos gigantescos e, além disso, não sou nenhum crítico de música (ao menos em quesitos técnicos) — minha observação tem apenas um ponto de vista sensorial como mais um cara que consome determinado tipo de música. Se você espera uma postagem crítica que apresente comentários sobre acordes, riffs, grooves, e outras esquisitices (ao menos para mim), desculpem talvez esse post não lhe agrade muito.
Confesso que fui dar aquela conferida com um sentimento de encontrar algo “mais do mesmo” e me equivoquei completamente. O som traz características dos álbuns anteriores, porém, com um toque de “maturidade”. As canções estão repletas de elementos sonoros, como, sirenes, vozes, elementos de pregações religiosas. Alguns desses elementos se assemelham aos que são comumente encontrados em bandas como Sleeping Giant e For Today, que apesar de também serem bandas cristãs, fazem um som bem diferente da galera do P.O.D. Fazendo uma avaliação com base naquilo que sinto ao ouvir as canções, confesso que escutar o The Awekening, me trouxe uma enxurrada de lembranças e fui tomado de um saudosismo, que logo colocou de volta o som dos caras na minha playlist!
Ao todo são 10 canções, em um álbum que sem sombra de dúvida é daqueles discos que tocam direitinho do início ao fim, perfeitos para aquele momento have a shower,após um dia cansativo no trabalho. Apesar de algumas canções abordarem temas como Nova Ordem Mundial, além de um clima meio apocalíptico presente em algumas músicas como na faixa de abertura Am I Awake, o disco não traz nada que mencione, ao menos de forma explícita, temas ligados a religião, com exceção da última canção The Awekening.
Observando o conteúdo das letras e a forma com que as canções foram organizadas no álbum, tive a impressão de que é como se elas contassem a estória de alguém que vive em confusão, conflitos internos, dúvidas a respeito de si, e paranóia. Um bom exemplo desses elementos são as canções: Am I Awake, Somobody Try to Killme, Get Down, e na única balada do álbum Want It All. Outras canções como This Goes Out To You, rola uma vibe meio saudosista, em uma letra que expressa gratidão em relação a alguém. Em Criminal Conversation, que traz a participação de uma cantora da cena Metal Core chamada Maria Brink, da banda In This Moment (que eu nunca ouvi falar), a letra fala de alguém que deixou seduzir-se, e acabou se enrolando em uma teia de mentiras. Soa como se nas faixas citadas, vai se desenrolando o caminhar titubeante de alguém, que resolve abandonar o life style de vacilão na penúltima faixa do disco, Revolucion. Para fechar, a décima música que intitula o álbum The Awekening, é onde o suposto ser vacilão (ao menos de acordo com a minha interpretação) recebe o perdão, e assim tem os olhos abertos e despertos para um novo life style, assim como diz uma parte da canção… My eyes are open, and now I can see everything before me. I’m right where I should be.
Até a próxima, abissais!
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Obrigado por perder alguns minutos do seu precioso tempo lendo esse texto.
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