Hiatos Incessantes de Pinguins que encontram Gift na sarjeta.

Diga a sua história…

Revivendo a madrugada ardente procurando novos sonhos que dessa vez estão guardados em computadores ligados a TV por cabos que podem transmitir tudo que você mais deseja e tudo que você odeia.

Diga a sua história.

Nada foi tão diferente quanto aquela noite em que pegamos o carro e andamos quilômetros e quilômetros pela escuridão procurando o fim daquele hiato que nos separava enquanto uma tsunami de falsas emoções se tornava implacável nos meus medos e dessa vez o cigarro acesso não pode iluminar o caminho, pois eu parei. E do outro lado do globo a tsunami foi real. A tsunami mata.

Diga a sua história.

Estou tonto e perdido em uma proza tão enferrujada e delicada. Estou tonto demais para falar qualquer coisas que faça sentido para mim mesmo e dessa vez não tem bebida no meio. Não tem nada. Elas estão gelando e gelando enquanto o sentimento de realização dos antigos sonhos polui minha mente e a conecta ao meu coração, mas isso não significa nada. É só uma grande linha jogada, imersa, escancarada, cavada e por isso o polo norte esquenta, enquanto os pinguins se vão e procuram o Brasil para um novo começo e descobrem o quanto podem fazer sucesso em propagandas.

Diga a sua história.

O João ali do lado da esquina foi comprar um maço de cigarro e duas balas de iorgut e enquanto isso o Lucas foi visitar sua avó e o Matheus foi jogar futebol mas ele não sabe nem chutar uma bola e por isso sua vida era uma montanha russa.

Diga a sua história.

Não. Chega, pois o hiato continua, os pinguins continuaram nas geleiras, as cervejas continuaram em estoque, Matheus, Lucas e João não se conhecem e nunca vão se conhecer e a t-s-u-n-a-m-i… Ela mata, mata, mata, mata, mata, mata, mata, mata, mata… não por prata, nem por ouro… Ela só mata mesmo.