O MEU, O TEU, O NOSSO LIXO

Meu intuito em criar esse perfil no Medium era escrever mais sobre empreendedorismo, música, music business, sound branding etc. Mas tem uma coisa que não sai da minha cabeça desde a semana passada, e precisava por pra fora.

Em primeiro lugar, eu acho que, desde o ano passado, as pautas jornalísticas estão hiper repetitivas. Brinco que anda sendo fácil ser editor de jornal, porque tudo gira em torno de Lava Jato (graças a Deus!), escândalos financeiros, desvio de verba, terrorismo, aedes aegypti…

E é nesse assunto que queria entrar… Aedes Aegypti…. o mosquito do capeta…. responsável pela epidemia de dengue, chicungunha e zica que está assolando o país, não fazendo distinção de sexo, classe social ou raça.

Mais precisamente, queria falar do lixo que, na maioria das vezes, é o criadouro das larvas do mosquito.

Vejo matérias e mais matérias, e campanhas incentivando as pessoas a cuidar de suas casas, não deixar materiais acumulando água, e tudo mais.

Ouço reclamações para prefeituras e governos fazerem a sua parte e manterem as ruas limpas, melhorarem suas coletas de lixo, etc.

Até aí, tudo beleza.

Mas, andando pelas ruas de Porto Alegre, não precisa caminhar muito pra ver que a coisa tá feia.

Perto da minha casa, por exemplo, tem um terreno baldio. Adivinhem: cheio de lixo. Estantes de madeira, cadeiras, caixas… móveis abandonados…

Andando 30 passos adiante, em frente a um edifício, vi uma estante de computador jogada no chão, escorada em um poste.

Aí pensei: cara, qual é a mágica que essas criaturas fazem para se desligarem da culpa de fazer essa merda com o meio ambiente? Tipo, preciso me desfazer do meu móvel velho? Vou coloca-lo na calçada e, a partir disso, ele não me pertence mais, é do mundo.

E isso não é só com o móvel. É com o papel de bala, chiclete, bolacha, bituca de cigarro, ticket da segunda via do cartão de débito…

Estamos em 2016 e isso ainda acontece…

“Ah, mas não tenho onde colocar, a prefeitura não tem serviço pra isso e mal recolhe o lixo”.

Concordo que faltam programas melhores e mais organizados para o descarte de certos materiais na cidade, como computadores, eletrônicos, etc. Mas isso não é justificativa pra pessoa simplesmente jogar o troço na rua, a Deus dará..

Por que eu acumulo lixo na mochila ou nos bolsos por horas para colocar em uma lixeira, e a criatura simplesmente joga o dela na rua? Por que aqui em casa procuramos pessoas para doar móveis que não queríamos mais e não jogamos eles na calçada?

A resposta pra isso é EDUCAÇÃO (pra variar…).

De nada ia adiantar ter o melhor sistema de recolhimento de resíduos do mundo se a criatura descarta suas coisas em qualquer lugar.

Precisa se desfazer de algo? Perde 10 minutos e procura lugares de doação, ou tenta vender ou doar anunciando na tua página do Face pros brothers…

Toda essa volta que dei foi pra dividir a angústia de que somos os primeiros responsáveis pelo lixo que descartamos.

“Ah, não tenho nada de lixo acumulado na minha casa, tô de boa com o Aedes”. Sim, na tua casa de tá de boas, porque tu jogou teu lixo no terreno baldio e, a partir disso, não é tua responsabilidade…. safadinho…

Afinal de contas, aquela poltrona caminhou sozinha até o Arroio Dilúvio e deu um mergulho…. As autoridades é que estão sendo omissas de não ter tirado ela dali até agora (ok..um pouco até estão)…

Gente, vamos cuidar do que fazemos. Antes de tudo, vamos ter a consciência tranquila. Somos responsáveis pelo nosso lixo até o momento que a empresa de limpeza urbana o recolhe.

Quero dizer que não acho que os governantes não tem culpa também. Claro que têm.

Mas vamos tentar ser mais conscientes para, dessa maneira, podermos cobrar nossos políticos e autoridades.

Nosso mindset tem que mudar, não dá pra viver achando que os outros vão resolver nossos problemas.

Lixo também é energia, e lixo jogado a la louca deixa a cidade mais feia, pesada, triste…

Se cada um fizer sua parte, TODO mundo sai ganhando. A melhoria é pra todos!

Ufa! Pronto! Falei!