O que podemos aprender sobre nosso comportamento, com o Pokemon Go?

Desde do surgimento e popularização dos smartphones e internet móvel, seus usuários (muitos e muitos deles) sempre andaram por aí olhando o celular enquanto caminham na rua, sendo que elas fazia coisas diferentes, digamos que “pessoais” (Usar Whatsapp, Facebook, Snapchat, Twitter, etc).

Agora a gente começou a prestar atenção a quem anda com o celular na mão na rua porque surgiu um aplicativo que, de certa forma, homogeneizou o comportamento que já era homogêneo (andar na rua com o celular na mão) e a gente não prestava atenção, porque estava de cabeça baixa vendo algo de caráter pessoal” (ou uma experiência não-compartilhável). Por isso a gente se impressiona/estranha/se espanta quando observa que muitas e muitas pessoas estão vagando pelas ruas jogando um jogo (Pokemon Go).

Mas em resumo: levantamos a cabeça, percebemos que as outras pessoas estão fazendo a mesma coisa que nós, resmungamos algo, depois baixamos novamente a cabeça para escrever qualquer coisa tipo este texto que escrevi agora em alguma rede social, ou então buscaremos o Pokemón mais próximo de acordo com o que o GPS diz.

Prestamos atenção que todos estão fazendo a mesma coisa ao nosso redor ao mesmo tempo que a gente não está prestando atenção em ninguém.

Os outros somos nós mesmos. E vida que segue.

Show your support

Clapping shows how much you appreciated Rodrigo Sérvulo’s story.