sempre essa mania
de passar
n’outra via
de olhar sem olhar
mal disfarçado ignorar
extra corpórea sintonia
o medo
de se apaixonar,
sentir a alma
vazia,
o medo
de se jogar,
era isso,
era isso o que temia?
a existência há
e somente há
no sentir alheio
não somos fim
nós somos meio
seres sintéticos
a vagar…
(o medo)
(o outro)
(o lado)
no eterno esperar
do oi
não dado