Caso Ryan Lochte
Sob a minha perspectiva.
Como manda a tradição em redações, iniciamos este texto com um breve resumo de fatos importantes à compreensão do mesmo, no caso, o fato de que um atleta americano, que competiu na Olimpíada do Rio e venceu, mentiu dizendo ter sido assaltado para encobrir uma noite de farra desenfreada.
O nadador cometeu crime por noticiar infração inexistente. Baita estupidez do atleta. Mas mostra que qualquer homem pode vir a ser um criminoso, basta a mera tentação. E, neste caso, a única (e, pequena) vantagem foi evitar algumas discussões conjugais.
A tentação faz o criminoso.
A deficiência moral do sr. Ryan Lochte fica escancarada, quando para esconder um mal feito, cria uma mentira. E, o problema da mentira é que, uma vez criada, o seu criador não tem mais controle sobre a mesma, não dá para abafá-la e dizer para todos esquecerem, uma vez contada, a mentira ganha domínio público.
Contudo, seguindo conselhos, eu devo ser brando com pecados cometidos pelos outros e, por outro lado, severo com os meus. Não sei, quais os demônios habitam os corações dos homens.
Assim, espero que de todo o acontecido, alguma faísca de mudança ou mesmo de autocompreensão tenha inspirado o sr. Ryan a ser alguém, cujo qual ele tem todas as prerrogativas para ser.
Até porque, em que pese a tentação poder transformar qualquer homem em criminoso, a inspiração pode transformar qualquer pessoa em um herói.
Espero ver algum dia a seguinte notícia: “Ryan Lochte: Heroi!”.