Justiça!

Assisti há alguns dias o comercial da nova novela/série da globo, “Justiça”, e ao que tudo indica terá como tema o subscrito em seu título, meio óbvio até, mas sob uma perspectiva que se pretende inovadora.

Bom, o que fica claro é que as formulas praticadas pelas séries norte-americanas estão cada vez mais sendo incorporadas à televisão brasileira, o que, como quase tudo na vida, tem seu lado bom e seu lado ruim.

De plano, melhoria técnica é algo nítido, ao ver que o público busca um visual cinematográfico, até mesmo para programação cotidiana, bem ao estilo dos seriados “game of thrones” e “house of cards”, os novos programas brasileiros estão adequando-se, para evoluir a programação.

Esses programas de “padrão cinema” tem causado uma boa impressão e grande conforto aos olhos, quando se compara alguma outra programação na televisão. Devemos agradece muito aos diretores do vídeo, e, benditos sejam os coloristas.

A qualidade em um programa televisivo é algo importante, muitíssimo na verdade; a dramaticidade e o apelo aos sentidos são transmitidos com maior facilidade se o cenário, a trilha sonora, a iluminação e as cores trabalham para isso.

Dessa forma, acredito que em pouco tempo todo o padrão da televisão aberta comece a mudar. Tenho esperanças que os programas da tarde de domingo emocionem pelo seu valor artístico e não por colocar alguém chorando, em plano chapado, para comover o público.

Na verdade, de tanto se comover no passado com coisas cotidianas, como a vida pessoal de algum famoso sendo dissecada em um quadro do Faustão, as pessoas já não se comovem com causas reais, tais quais são os desastres naturais.

Essa foi a parte boa do novo momento da televisão brasileira; ficam as partes ruins para serem discutidas em outra oportunidade.

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