Desesperança

Quando um não quer, dois não brigam
Nem nunca brincam, não vão se achar
Um não sabe o paradeiro do outro
Se chegou bem ou se está para chegar

Não disputam quem paga a conta
Não existem encontros e nem jantar
Não levanta o braço da cadeira do cinema
Não há ninguém ao lado que se possa abraçar

Não sabem quem são e muito menos quem poderiam ser
Não acenam tchau de longe e não sorriem ao se ver
Não sentem o outro perto e nem distante quando deveriam sentir
Não ligam no dia seguinte porque a noite nunca estiveram alí

Quando um não quer, só o outro sabe tudo o que perderam.

    Coração à flor da pele:

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