O verdadeiro Capitalismo.

A grande maioria das pessoas costumam confundir libertarianismo/livre-mercado com o capitalismo de estado em uma economia centralizada e planificada. Livre-mercado é o verdadeiro capitalismo,aquele sem intervenções estatais, ou com pelo menos o mínimo de intervenções possíveis. De jeito algum se trata de um governo ditando o que a pessoa deve ou não fazer na sua vida; libertarianismo trata-se de ações voluntárias e contratos de livre escolha em que ambas as partes concordam com os termos ditados. Um empregado no Brasil não é oprimido pelo seu patrão, na verdade ele é oprimido pela carga tributária, impostos, taxas e diversas leis, que fazem a situação dele ser a pior possível. Em países onde existe liberdade econômica as condições trabalhistas são bem melhores do que onde existem tais intervenções na economia. Analisamos por exemplo a lei do salário mínimo: muitos países não têm salário mínimo e nem por isso as pessoas deixam de ganhar altos salários, como por exemplo: Singapura, Suécia, Finlândia, Islândia, Itália, Luxemburgo e Noruega. Isso ocorre porque é sabido que uma pessoa que não é produtiva o suficiente para gerar tal renda estipulada pela lei do salário mínimo poderá ficar sem emprego, e o desemprego aumentará. Eles também sabem que um patrão não vai deixar de pagar a quantia certa do seu funcionário porque o concorrente pode oferecer condições melhores e ele trocar de patrão ou até mesmo montar o seu próprio negócio, que hoje em dia é facilitado pela internet, apesar de que em países com alto controle na economia, como aqui no Brasil, para abrir uma empresa demora muito e é cheio de complicações, enquanto em tais países mais desenvolvidos e livres para abrir uma empresa leva muito menos tempo. Em Cingapura, por exemplo, com apenas três dias você consegue abrir uma empresa[1].

Outro elemento que leva os esquerdistas a falarem mal do capitalismo é a questão ambiental. Mas o que poucos sabem é que desmatamento desenfreado gera prejuízos em longo prazo, por isso, em países onde existe liberdade, as florestas estão aumentando, ao invés de diminuírem porque, além da questão financeira (seja pelo retorno dos recursos ou lucro com parques, florestas e tudo mais), eles também pensam de forma livre e voluntária e também têm senso de ética. Uma prova disso é que a lista dos países mais verdes do mundo são também os que estão na parte de cima em liberdade econômica[2]. O esquerdismo ama apontar o capitalismo como desigual, sendo que a maior desigualdade de todas é o poder do estado de espoliar o indivíduo com quantidades altíssimas da sua recompensa do trabalho. Dificilmente você encontra um político pobre em países menos livres, mas corrupção e políticos milionários é a coisa mais simples. Ninguém cuida bem do dinheiro dos outros tão bem do que o seu próprio dinheiro. Muito menos as pessoas vão deixar de se beneficiar antes de quem sabe beneficiarem os outros.

Outra falácia do esquerdismo é a distribuição de bens. Poucos sabem, mas no Brasil quem mais paga os impostos são os próprios pobres; enquanto os ricos podem comprar as coisas de fora e livrar-se dos tributos, os pobres precisam comprar as coisas no Brasil, com altíssimos impostos embutidos. Rico não precisa de crescimento econômico, ele já é rico o suficiente para não se abalar com essas coisas, mas os pobres precisam de um crescimento econômico, gerado pelo mercado, para que consigam mudar de vida e melhorar sua situação. As pessoas que hoje em dia recebem Bolsa-Família não iriam precisar disso se, antes, o estado não as tivesse afundado em impostos e regulamentações que impedem o seu crescimento próprio. Estatismo também gosta de falar que a economia precisa ser controlada pelo governo, o que mostra mais uma besteira sem tamanho. Como algumas poucas pessoas vão saber e ter conhecimento sobre qual taxa de juros devemos manter ou de quantas cédulas devem existir na economia? Imprimir mais papel não gera nenhum tipo de riqueza, só faz a moeda desvalorizar e o preço das coisas subirem. Assim como o aumento de salário mínimo só faz gerar o aumento dos preços, essas pessoas que acreditam em impressão de dinheiro e salário mínimo não entendem nada da economia, até porque se o salário for baixo, o preço das coisas também vai abaixar. As coisas não vão mudar de valor real, mas mudar de valor artificialmente, já que a pessoa terá que trabalhar o mesmo tanto para comprar as mesmas coisas. Falando em trabalhar, o brasileiro trabalha cinco meses apenas para pagar impostos. O que chega a ser uma absurdo[3]!

Agora vamos falar de serviços estatais. Tais serviços custam muito mais por conta da falta de concorrência e da burocracia estatal. Um médico, por exemplo, passa mais tempo assinando coisas do governo do que trabalhando. A qualidade também é pior porque o dinheiro vai estar sempre lá, então eles não precisam se preocupar com qualidade de serviço, que não são gratuitos, você paga por eles de um jeito ou de outro através dos impostos. Uma liberalização do mercado iria desafogar os setores, a concorrência das empresas privadas iria aumentar, os impostos seriam diminuídos o preço dos serviços particulares iria diminuir por conta disso, as pessoas teriam dinheiro suficiente para pagar a partir da diminuição da carga tributária e liberalização do mercado diminuindo os preços e custos. Não podemos esquecer, é claro, que liberdade não se trata apenas de fatores econômicos, mas de fatores sociais, o estado não pode se intrometer na vida de uma pessoa pacífica. Contanto que suas atitudes não ferem a propriedade privada alheia, ela faz o que quiser com o seu corpo, pois isso não é da conta de ninguém. Querer que o estado controlasse a vida de outras pessoas pode se voltar contra a sua própria pessoa no futuro quando controlarem a sua vida. Cada cidadão tem direito à defesa pessoal, portanto a liberalização do armamento deve ser essencial e irrestrito, em países como a Suíça[4], as pessoas andam com fuzis nas costas pois sabem que o direito de defesa é essencial. Armas permitem que todos estejam em igualdade, seja a pessoa do sexo que forma ou do que corpo que for. Cada um pode se proteger. Países onde o controle estatal é grande não podem ser considerados capitalistas. Por mais que eles utilizem o dinheiro, o capitalismo verdadeiro trata-se não da intervenção estatal, mas da mínima ou ausente intervenção estatal. Portanto, vocês não podem atribuir fatores de países de uma economia controlada pelo governo, em problemas do livre mercado.

[1] http://goo.gl/20Nq90 [3] http://goo.gl/ExoxCh

[2] http://goo.gl/x4FCgB [4] http://goo.gl/H0pJny