Civilizações em guerra: Para além do que a mente reserva
Manifesto a liberdade de todo o universo
Prólogo:
Para quem quer que esteja encontrando esse dossiê leia-o com atenção e acima de tudo tente compreendê-lo em sua totalidade. Não contente-se com apenas o que esteja escrito em qualquer parte desse documento, procure fontes em qualquer parte desse mundo, pois as informações que aqui estão escritas revelam apenas em parte aquilo que está por trás de todo o resto. Este texto foi escrito para servir de guia e ao mesmo tempo de um alerta, forças ocultas que se escondem por todas as partes do universo desejam com todo o seu poder que toda e qualquer informação contida aqui seja destruída, esperamos contar com você para que tudo seja mantido em segurança. Caso não sinta-se apto a obstáculos que poderá passar, por favor livre-se desse documento o mais rápido que puder, porém mesmo assim imploramos que não destrua-o.
Este enorme dossiê contém informações a respeito de fatos que já ocorreram e outros que poderão ser evitados se caso este documento que está em suas mãos encontre através de você os passos corretos para fazer isso. Muitos dos detalhes aqui provavelmente o impressionarão, mas faça o máximo de esforço para que não desista de ler e pesquisar sobre os fatos aqui listados.
Te desejamos boa sorte para os próximos desafios que virão.
Que o universo te abençoe e a todo ser que nele há.
Capítulo 1
A sala de conferencias se encheu de pavor. Leviart entrara nela correndo a toda disparada e todos olhavam com um enorme senso de reprovação. “ Quem atrapalharia uma conferência com nosso honroso imperador numa hora dessas”, pensara o segurança que guardava a sala de conferências ao lembrar que ele próprio o havia dito que o assunto que haveria de se tratar na sala hoje era um assunto de ordem ordinária, e que acima de tudo tratava-se da segurança de todo e qualquer ser que estivesse na terra nos próximos dias. Era de se esperar que um ou outro comandante do exército imperial aparecesse para tratar de assuntos de segurança durante esses dias, principalmente porque após os ataques em Londres a tensão Vega-Plêiades só aumentara, e parecia que um novo ataque poderia assolar os povos que habitavam a terra a qualquer momento. Mas para o segurança a aparição repentina de Leviart parecia algo improvável de acontecer até mesmo naquele momento.
Enquanto isso dentro da sala de conferencias todos pareciam espantados com a rapidez da entrada do jovem, que parecia nervoso e com uma ânsia para contar o que estivesse ocorrido. O imperador tentou figurar com atenção o que fizera ficar tão ansioso, mas logo que ele entrara na sala com aquela rapidez ele percebeu que tratava-se realmente de uma questão seria. Ele,então, pediu, sem o cerimonialismo que se esperaria de alguém que está em conferência com o grande imperador, a oportunidade de expressar o porquê de ter interrompido aquela importante conferência. O imperador pacientemente respondeu:
-Permissão cedida caríssimo Leviart Lemmatiani! Não só cedida como estou a esperar um motivo estritamente sério para tal interrupção senhor.
-Senhores, quando ouvires o que estou por dizer, acabareis por compreender porque acabei por fazer o que fiz senhores.- Disse Leviart já um pouco mais calmo.
Leviart se dirigiu para a frente da mesa cúbica ficando em uma direção onde todos o poderiam ver bem, e falou:
-Bem senhores, na noite anterior como bem sabe nosso honroso imperador , eu estava em nas regiões afastadas de Pleiarlópolis a fazer meus estudos de radioastronomia, e como sabeis às vezes ocorrem interferências e acabamos por acidentalmente interceptar sinais vindos de naves, satélites de informação e outros tipos de objetos. Pois bem ontem eu acabei por interceptar mensagens vindas de naves, provavelmente as que atacaram Londres, e que estavam falando a respeito de lançarem mais um foguete, mas por coincidência ou não eu acabei por perder o contato interceptado.
-O que interceptaste de tão hediondo caríssimo ?- Perguntou o imperador com a intenção de intimidá-lo, porém sem conseguir esconder sua profunda curiosidade.
-Segundo o que interceptei eles planejam um ataque a um complexo, porém perdi contato antes de ouvir o exato nome do mesmo, apenas ouvi ER, o que pode significar que trata-se de um dos pertencentes as colônias humanas em Europa. Mas não posso afirmar nada a priori senhores.
-Fascinante caríssimo, porém precisamos das gravações, tu as têm?- O interesse do imperador parecia crescer a cada citação de seu amigo Leviart, porém ele necessitava de provas concretas para que não tomasse nenhuma decisão precipitada.
- Aqui estão os áudios- Falou Leviart com o intuito de fazer perceber que estava falando a verdade.
- Pois bem os analisarei, agora sente-se pois creio que o que tratamos aqui trata-se um assunto que profundamente te interessará
O imperador fez um gesto que para Pleiadianos era considerado de grande cortesia, ele agora não parecia mais tão desconfiado perante a entrada inesperada de Leviart e tratou de apresentá-lo aos outros. Ele agora percebera que a mensagem que interceptou era apenas a ponta de um grande iceberg no qual todos naquela sala estavam metidos.
Capítulo 2:
O imperador sentia uma grande estima por seu amigo Leviart, pois desde que pisara na terra pela primeira vez ele foi de grande ajuda para a resolução de questões diplomáticas. De início se fazia necessário um tradutor de idiomas humanos e naquele momento não parecia haver no universo nenhuma pessoa com compreensão profunda a respeito dos idiomas do novo e ameaçado planeta Terra. Porém repentinamente apareceu na embaixada Pleiadiana um refugiado vindo da região de Vanervásia- VG que parecia ter se tornado um especialista em línguas humanas, falava francês, inglês, alemão, português, japonês e árabe com uma fluência que era muito raramente encontrada em outros refugiados que vinham de todas as partes do universo conhecido. O imperador automaticamente apresentou interesse nessas habilidades e o contratou para prestar serviços de tradutor.
Porém a habilidade de Leviart com línguas não era ainda seu trunfo final, ele também apresentou claramente uma habilidade excepcional com a compreensão de fenômenos físicos com uma incrível intuição que o levava em um tiro para a solução de questionamentos teóricos que antes de chegarem a sua mente pareciam sem solução. Isso tudo fez com que o refugiado conseguisse rapidamente se adaptar a vida nova na terra e também que o imperador desenvolvesse uma profunda estima por seu tradutor assistente, oferecendo-lhe a oportunidade de estudar nas melhores universidades da terra e que tivesse os melhores orientadores que lhe pudesse oferecer.
Quando a situação acabou por fazer necessário que as plêiades tomassem decisões mais rígidas perante o planeta terra, Leviart foi também de grande ajuda, ele ajudou a disseminar em línguas humanas o propósito da estadia do exército Pleiadiano na região, evitando o pânico e alertando o povo humano dos perigos da guerra.
Capítulo 3
Nas fronteiras do espaço humano Maryit Levian estava a espera de uma permissão para saída temporária, ela precisava permanecer por duas semanas nas Plêiades para fazer um pequeno curso sobre Criptolingúistica de Idiomas Veganos como parte de seu treinamento militar. Maryit tinha acabado de se formar na PVU (Pleiadian Virtual University) e pretendia segui carreira específica na tradução de mensagens em dialetos de Vega dos quais ela falava três fluentemente. Mas ela não sabia que naquela noite algo em seu destino estava prestes a mudar.
De repente Maryit olhou para o seu lado esquerdo quando viu que na sua frente havia um embrulho estranho, tão estranho que nem mesmo a bela paisagem que a cercava não parecia ser bonita o suficiente para escondê-lo. O embrulho brilhava tenuemente parecia até mesmo conter uma espécie de radiação, pois atingia os braços com uma leve coceira. Ela ficou fascinada ao ver e sentir aquele brilho enquanto mais olhava mais impressionava-se com o que via, sua mente beirava entre o fascínio, o medo e o entusiasmo, e quase que num surto de fuga escondeu o embrulho em sua bolsa.
Finalmente seu pedido de saída temporária foi processado e o homem da segurança a chamou para que entrasse, passou pelo detector de objetos radioativos que detectou o objeto estranho, e mesmo achando que aquela radiação não era potencialmente perigosa percebeu que havia se metido em uma grande encrenca.
Capítulo 4
O imperador estava em um de seus aposentos, uma dos mais bonitos quartos na sede da Suprema Representação, nele haviam duas salas: uma onde ficava uma pequena biblioteca com cerca de quinhentos livros da cultura terráquea, a maioria deles em Inglês e Pleiadiano, na segunda ficava sua cama e alguns utensílios básicos para uma boa noite de sono. Sauron se localizava na sala da biblioteca que naquele momento estava iluminada com lâmpadas de gases nobres que destacavam ao formato quadrangular da sala , criando sombras que faziam parecer que tratava-se da arquitetura Arc, além de que seus móveis antigos e rústicos davam um ar de transporte para outra época. Sauron tentava deixar seu corpo alto e com grandes orelhas de uma forma que deixassem humanos um pouco mais confortáveis com sua presença, ele acreditava que pessoas dessa espécie sentiam um pouco de medo perante a sua honrosa companhia.
De repente a porta de seus aposentos abriram com força. Um de seus guardas havia vindo avisá-lo que havia novas notícias a respeito do que procurava, e de tanto ser sido interrompido naquele dia. Já estava se tornando acostumado com o quão espontâneas e informais as pessoas da terra acabavam por se tornar. O guarda como havia sido combinado apenas falou:
-Alvo encontrado!
Capítulo 5
Que havia se metido em encrenca a Arcturiana Maryit sabia, porém que estava agora metida numa situação muito perigosa a alienígena de um metro e trinta, olheiras roxas bastante destacadas não havia sequer imaginado. Agora ela estava indo sem direito a escolha diretamente para a Suprema Representação da corte imperial e estava tentando imaginar o que diria quando chegasse lá. Ela estava tentando figurar qual era a periculosidade do embrulho que carregava, passava pela sua mente as ideias mais absurdas que poderiam existir em todo o universo, pensava ela se havia encontrado uma bomba nuclear de grande potência e seria deportada e julgada como uma terrorista, ou se agora estava portando algum elemento radioativo de grande raridade, como por exemplo os elementos descobertos em 1879 em Arcturos. Porém por mais teorias que tentasse buscar sua mente não encontrava nenhuma respostas que se encaixasse nas situação em que estava, pois como aspirante a militar ela conhecia procedimentos padrões para esses tipos de situação ao pé da letra, e nada que acontecia parecia com um procedimento padronizado, não, muito pelo contrário, apesar dela saber que viajava sem escolha e que fugir poderia ser pior, eles a tratavam gentilmente, apenas pediam para que ela os acompanhassem para uma nave que voltaria a terra, tudo isso parecia muito estranho.
Enfim ela tentava responder as perguntas com a mesma gentileza que a perguntavam, mesmo que aparentasse um ar de desconfiança, ela não fazia ideia de como sua vida iria mudar dali em diante.