Empreendedorismo de humanas: é possível criar uma estratégia de marketing para vender miçangas?

Rosângela virou Rodângela porque gostava de cadeiras giratórias. O apelido veio da época do colégio e o motivo é até meio bobo: ela costumava fugir para brincar na cadeira que ficava dentro do banheiro feminino sempre que um dos colegas a aborrecia. Os anos se passaram e Rodângela encolheu para Roda. Mudou de cidade, fez novos amigos e passou por diferentes empregos. Uma vida comum de estudo, trabalho e horas escrevendo, já que se formou em jornalismo. Entre um texto e outro, a pausa sempre foi no fogão. Bolos fofinhos e sem lactose, compartilhados com tantas pessoas que até ganharam um nome próprio, Bolo da Roda.
O boato se espalhou. Passou a ser comum pessoas pedirem pedaços nas redes sociais ou sempre que ela encontrava algum amigo na rua. “Você não pode fazer um inteiro só pra mim?” ou “Você pode fazer um para nós vendermos na quermesse”? Depois de tantos pedidos, o Bolo da Roda acabou se apresentando como uma oportunidade de negócio. Não apenas porque já existiam clientes, mas também porque ela sabia que era cada vez mais difícil encontrar produtos para dietas com restrições alimentares a um preço justo no mercado.
Nascia assim o Bolo da Roda. Um embrião de ideia que surgiu cheio de questões. Por onde começar? E o marketing? Investir em um blog ou em um site? Impulsionar postagens no Facebook? E twitter, é preciso? Levou um ano para a ideia sair do papel e, quase ao mesmo tempo, o curso de Marketing Digital da Udacity começou a aparecer em sua timeline no Facebook. A ementa era quase uma solução para as dúvidas iniciais: fundamentos do marketing, planejamento de conteúdo, publicidade em mídias sociais, SEO, campanhas no Google Analitcs. O curso parecia perfeito para atualizar seus conhecimentos em plataformas digitais e também contribuir para o plano de carreira de empreendedora de humanas.
O curso de marketing digital e o planejamento estratégico do novo negócio andaram a passos de bebê. Era preciso unir o trabalho de jornalista com as fornadas de bolo, o andamento das aulas com os projetos para o portfólio, a gestão financeira com as estratégias de marketing on e off-line do Bolo da Roda: o que priorizar agora?
Na falta de tempo para aprender a fazer campanhas em mídias sociais, a solução encontrada foi investir em uma experiência de compra personalizada para que os clientes se sentissem especiais, se aproximassem da marca e passassem a atuar como promotores voluntários em seus perfis nas redes sociais. No entanto, mesmo que o aprendizado com o curso andasse, ainda não era hora de direcionar recursos para mídia paga, pois existia um limite de produção nas fornadas.
Duzentas unidades de bolo depois, as aulas e os projetos do curso de marketing digital foram retomados. Em paralelo, houve um investimento em novos equipamentos para dobrar a capacidade de produção e assim iniciar os trabalhos com mídia paga. As miçangas nem sempre são o limite para o empreendedorismo de humanas, graças ao marketing!
(Texto produzido para uma das atividades do curso de Marketing Digital da Udacity)
