2017: O Ano da Inovação na Construção

Continuando o tema de perspectivas das tecnologias para 2017 e um pouco mais para começar bem o ano.

A afirmação do título pode ser um pouco otimista demais para alguns pessimistas de plantão com relação ao mercado da construção brasileiro. O país, evidentemente já está passando por 2 anos de uma crise acirrada, e provavelmente verá um ano de 2017 bem parado com relação a obras. Isso porque aquelas obras que haviam iniciado em 2013 e 2014, estão sendo entregues em 2016 e 2017. Porém, muitos projetos que estavam em vias de iniciarem este ano, devem ser engavetados ou prorrogados pelos empreendedores da construção.

Sendo assim, a inovação deverá ser a grande promessa para os empreendedores da construção. Mas como? Bom, a maioria desses empresários têm uma visão à frente do mercado de construção e sabem que os movimentos desse mercado acontecem em ciclos. Dessa forma, investir em inovação será o sinônimo de se preparar para os desafios de um horizonte mais promissor nos próximos anos.

Vamos começar mostrando os números de 2016: foi o ano recorde de número de empresas abertas desde 2010. Isso tem como principal fator o desemprego que aumentou muito no país. Mas representa uma nova perspectiva para o brasileiro: o empreendedorismo. O mercado de startups por exemplo, teve um crescimento vertiginoso durante esse período. Motivo: novas tecnologias, aplicadas a mercados há muito tempo estagnados e sem inovação, prosperam facilmente mesmo em tempos de crise.

Para o caso da Construção, temos alguns enfoques do que deve ser futuro para 2017. O CTO da Autodesk, Jeff Kowalski destacou em um artigo recente algumas tecnologias que ele acredita serem promessa para o próximo ano e além dele. Elas são:

VR ou Realidade Virtual

Segundo o CTO, essa já é uma realidade para muitos arquitetos e projetistas que fazem proveito dos recursos da imersão do projeto em uma realidade virtual. Porém, o grande salto está na utilização desses recursos para o canteiro de obras. A imersão do engenheiro e seus subordinados em um ambiente virtual, proporciona a antecipação daquilo que será executado na obra. Ou seja, redução de trabalhos desnecessários que fazem valer a pena o investimento nesse tipo de inovação.

Fonte: Digital Construction News

Design generativo e Crowdsource data para arquitetura.

O design generativo é um método cuja finalização, sendo ele imagem, som, arquitetura ou animação, é gerado através de regras ou Algoritmos, geralmente usando para isso programas de computadores. A maioria desses se baseia em um parâmetro de modelagem. Wikipedia
Fonte: Arturo Tedeschi

Essa é a forma de se projetar inúmeras alternativas de projeto, utilizando para isso automações computacionais. Esse é um método que tende a se popularizar entre escritórios de arquitetura nos próximos anos. Porém, depende do investimento desses em uma mão de obra mais qualificada, apta a trabalhar com linguagens de computador por exemplo. Outro fator importante é a possibilidade de novas alternativas de projeto darem nova luz a simulação de desempenho das edificações.