Pokémon Go: a diferença entre o remédio e o veneno é a dose
Eu sempre digo, o problema não é a tecnologia em si, mas o comportamento das pessoas. Sabem o que fizeram com o avião? Transformaram em máquina de guerra. Vamos criticar a tecnologia ou as pessoas que a usaram de forma inescrupulosa?
O jogo Pokémon Go tem algo de diferente. Aproxima as pessoas. Fato! Pela primeira vez um jogo digital está aproximando as pessoas fisicamente!! Vocês se recordam que existiam diversas críticas frequentes quanto a isso?? Que o mundo conectado nos afastava fisicamente… pois é… olha que evolução boa dentro do contexto da "dependência tecnológica".
Ver que o jogo, mesmo que de forma impensável em sua concepção, ajuda crianças a sair dos leitos de hospitais, jovens autistas e crianças sedentárias a sair das suas casas para interagir com outras já é bem interessante. Claro, claro… sempre existem os problemas, como os acidentes envolvendo pessoas "muito viciadas no jogo" ou os roubos de smartphones, afinal, nada é perfeito e nem vai ser.
O grande lance é o equilíbrio na vida. Enquanto tem gente viciada em televisão, trabalho, álcool, drogas, whatsapp, instagram, snapchat… tem gente viciada em Pokémon Go. Isso sempre foi um problema… a falta de equilíbrio. A grande questão de tudo é equilibrar a vida. Esse é um dos grandes segredos. Tem gente criticando o jogo, mas não sai do Whatsapp, Facebook ou Instagram. Inclusive, nós da startup Infortask criamos um Quiz para saber se você está viciado no Whatsapp.
Se, por exemplo, o jogo faz você perder aula na sua escola ou faculdade, ser improdutivo no seu trabalho ou tirar a atenção da sua família, você tem que rever algo. Senão, divirta-se e vamos parar de discussão, pois é só maneirar na dose!
Lembre-se sempre que "a diferença entre o remédio e o veneno é a dose".
Obs.: Eu ainda não instalei o jogo, mas irei instalar em breve para jogar de forma equilibrada com a minha filha.

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