Tomorrowland: A Gourmetização do Namastê
Artur Tavares
12610

Concordo em termos. Realmente houve uma banalização da e-music. Como produtor de eventos conceituais me surpreendi ao ver que a maioria dos meus contatos do facebook que foi ao Tomorrowland nunca vai em festa do mesmo estilo em minha cidade (sequer as mais comerciais), porém há erros gravíssimos em sua argumentação. Estou escrevendo sobre a origem e história da música eletrônica e em seu artigo você colocou isso de forma superficial e muitas vezes errônea. Quanto aos bpm girarem em torno de 80 também está totalmente equivocado, estilos que usam o 2-step como batida, tais como glitch;trip hop, podem ter esse bpm considerado (mas na verdade giram em torno de160/200 bpm), digo considerado pois por ter kicks/caixas alternadas em semibreves dá essa falsa impressão.

Quanto aos festivais, existem vários no Brasil que mantém sua essência, tais como FAK, Shivaneris e o já citado Mundo de Oz, mas com certeza o UP não é um deles. Não tenho vontade nenhuma de ir novamente ao UP, pois ele está totalmente comercial, superlotado e nem de longe lembra o que era, lotado de pessoas que pouco ou nada conhecem sobre o que toca e que estão lá simplesmente pela festa (assim como ocorre em festivais ditos comerciais).

A cerca da DjMag, uma revista que outrora era grande fonte de conhecimento, se rendeu ao lado comercial e publica basicamente djs que pagam para estar lá e com certeza sua lista de “top djs” não passa de uma lista de popularidade e não tem relação alguma com técnica (se ver as primeeras listas que fizeram era bem diferente, e só figuravam Djs com grande técnica).

Abraço. Romulo Pierotti
Culture Management / culturemusic label

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