O quanto é possível descobrir de você mesmo descobrindo os outros? | Foto: Arquivo Pessoal

Mundo, mundo, vasto mundo…

"O Grito", de Edward Munch | (Reprodução)

Essa é a pergunta que para tudo: uma roda de conversa, um grupo de WhatsApp, o plantão de notícias e até você, lendo essa revista. Mas e quando quem morre sou eu: "espelho, espelho meu", quem pergunta quem morreu!?

Querido Caio, hoje acordei pensando onde você. Então, imediatamente, quis começar esta crônica, que também é uma carta, parafraseando a sua: “jamais esquecerei Caio Fernando Abreu”.

A escritora mineira Ana Martins Marques, que lança o livro de poesias "Como se fosse a casa" | Foto: Beatriz Goulart

Em julho de 2017, conversei por e-mail com a poeta mineira Ana Martins Marques para a publicação de matéria na Revista da Cultura. Ana morou durante um mês no apartamento do colega e também poeta Eduardo Jorge, em Belo Horizonte, enquanto ele vivia na França. Em meio à troca de e-mail, os dois transformaram as mensagens em poemas e os poemas em livro. A matéria, você lê aqui. Abaixo, fica conhecendo meu encontro com ela, que se não aconteceu nas ruas de nenhum país, ainda assim não deixou de ser encontro (paradoxo sobre o qual trata a matéria).

Vivemos em um mundo em transformação, fechado em superficialidades muitas vezes. E, de repente, da poesia e do fazer solitário da poesia, surge um encontro e um livro. Quando você alugou o apartamento do Eduardo, o objetivo já era redigir um livro? Foi inesperado ou planejado?

"Nós" (Dir.: Márcio Abreu) | Grupo Galpão | Guairinha | Festival de Curitiba (2017) | Foto: Annelize Tozetto

Ensaio sobre o teatro, o cinema e a contemporaneidade

Nós, no plural, vira quem?

Foto: Jose Luis Gonzalez (Reuters)

Querida Fulana,

Cena do espetáculo "SPon SPoff SPend", em cartaz na 24a. Edição do Festival de Teatro de Curitiba (2015) | (Foto — Cacá Diniz)
"Amsterdam II", de Claudia de Lara, artista integrante da XX Bienal de Artes de Curitiba (2015) | (Imagem— Reprodução)

Com o tema “Luz do Mundo”, a Bienal de Artes de Curitiba chegou à sua última edição comemorando 22 anos de existência. Com curadoria de Teixeira Coelho, tem como homenageado o argentino Julio le Parcexpoente da arte contemporânea e um dos pioneiros da arte cinéticae exposições de obras de 54 artistas em mais de cem espaços da cidade. Mas a programação não se restringe apenas aos museus, centros culturais e galerias. O evento priorizará a arte que, cada vez mais, como as pessoas, vai para as ruas, ganha o espaço urbano e interage com a cidade.

Capa dos três principais jornais diários do Brasil, no dia seguinte ao "impeachment" da ex-presidenta Dilma Roussef. | 01. set.2016

Crônica escrita para a coletânea de crônicas "A Luta Continua", por ocasião do impeachment da ex-presidenta Dilma Roussef.

(Imagem: Pexels)

E se amaram até o fim, vivendo muito do pouco que tinham, porque não teimaram em lembrar um ao outro, a todo instante, a toda hora, que haveria outro momento, que haveria outra vida, que haveria outra história.

Rômulo Zanotto

Escritor e jornalista literário. Autor do romance "Quero ser Fernanda Young". Curitiba.

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