E se morrermos amanhã?

A morte é um daqueles assuntos que a gente sempre se esquiva. Ninguém pensa ou fala sobre. É um daqueles tabus. Mas como diz Lana Del Rey: “we’re born to die”. Nascemos para morrer, mas não somos ensinados disso. A morte nem passa pela nossa cabeça. “MORRER? EU?”. Sim, você e eu.

Nós só pensamos na morte do outro e esquecemos que um dia vai ser a nossa vez. Saber quando será esse dia é o grande problema.

Muito além disso, devemos pensar na morte a partir dos que ficam, pois são eles que precisam ser consolados e nós devemos estar sempre prontos a ajudar. É claro que a nossa ajuda não vai preencher por completo o vazio que dói no nosso próximo, mas eles precisam saber que podem contar conosco.

Nunca tive alguém próximo a mim que morreu e que me afetou bastante. Mas já senti a morte de perto. Em 2014, minha mãe teve um aneurisma e parou em coma em um leito de hospital.

Sempre acreditei em Deus e tinha plena convicção de que ela ía sair dessa. E saiu. Mas óbvio que chorei muito e pensei que o pior poderia acontecer. Afinal, sou humano suscetível aos desajustes da vida.

Desde esse dia, eu comecei a refletir sobre como a vida está sempre a um fio. Aquele clichê de que não sabemos o dia de amanhã é, extremamente, válido.

Se eu ou você morrermos amanhã, vamos ter vivido a vida da melhor forma possível?

Sorrimos o suficiente? Choramos o suficiente? (Sim, até os momentos de tristeza são importantes). Quantos “eu te amo” dissemos? Quantos abraços demos? Quantas vezes dissemos algo que fez a diferença na vida de uma pessoa e fez ela se sentir melhor?

Muitas perguntas, mas as respostas…Bom, fica pra cada um de nós respondermos.

Não sei porque estou falando sobre esse assunto, me deu vontade e resolvi arriscar. Porque amanhã ninguém sabe.

Então, vamos viver o hoje!

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