Mas e o Carnaval?

Esses dias, me peguei analisando algumas relações próximas e me dei conta de como não percebemos que estamos sendo babacas. Estava analisando, minuciosamente, como existem pessoas que são ainda mais babacas com as pessoas elas “gostam”. É muito incomodo ver como a felicidade de alguns amigos se torna um pedra no peito de outros, e isso se dá principalmente por conta de um egoísmo latente e uma vida medíocre.

É claro que todos nós temos as nossas mediocridades e nossas inseguranças, que brotam e crescem por diversos motivos: Solidão contemporânea, mendigagem de likes, problemas familiares, passados que queimam nossas bruxas internas. Mas o processo mais dolorido de se observar é quando o babaca insiste em minar com opiniões fora de hora, comentários do tipo “Mas é carnaval. Você vai começar a namorar agora?” ou perguntas altruístas mascaradas pela ansiedade de ter uma resposta negativa do interlocutor, apenas para ter aquele gosto de “Ufa, não está dando certo”. Do pajubá, xoxar.

O que deixa essa relação ainda mais doentia é pensar que, em teoria, o babaca, que é seu amigo, que sabe de todas as suas inseguranças, medos, passados, relações que não deram certo e principalmente sabe como você é propenso a minar por conta própria suas relações, insiste em pegar a pá, cavar ainda mais buracos e colocar mais minas no seu caminho.

Pare e pense se vocês não está sendo esse amigo babaca. É realmente muito mais fácil vomitar toda essa negatividade em alguém que você se importa, ou seria mais fácil simplesmente torcer pra que seu amigo seja feliz? Bom, se a resposta for a primeira opção, sinto muito, meu caro, você é um desses babacas extremamente egoístas que só estão preocupados com o próximo rolê. Bora parar e rever se a sua posição com os seus amigos não está sendo errada e doentia.

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