Novos suportes e recusos das mídias digitais
Onde e como interagiremos e produziremos conteúdo?
Uma nova forma de mídia se estabelece quando nos permite tratar o conteúdo de outra forma.
Quando criamos as pinturas rupestres para registrar nosso conhecimento, contar as histórias dos nossos sucessos a palavra deixou de ser volátil permitindo a transferência de conhecimento através de gerações e o registro histórico do passado.

A mídia em papiro ou em papel era facilmente transportada e passou a ser possível mover e armazenar o conhecimento criando maravilhas como a biblioteca de Alexandria.
Com a criação da prensa o conteúdo podia ser multiplicado como nunca antes. Era possível começar a criar um hábito popular de leitura.
A rocha é diferente do papiro, delicado e difícil de manipular.
Os livros feitos à mão eram mais resistentes e mais manipuláveis enquanto o livro impresso, que perdia o toque artístico dos copistas, abria espaço para o surgimento de novos autores e vastas legiões de leitores.
Cada novo suporte de mídia traz mais do que novas possibilidades, eles abrem caminho para novos paradigmas sociais, econômicos e até morais.
No século XX vimos a chegada da fotografia, do cinema, depois da TV, dos discos de música e do videocassete.
Apesar de ter surgido ainda no século passado é somente nesse século que a mídia digital começa a se popularizar.
Até 2007 o suporte das mídias digitais eram os computadores. Desktops e notebooks.
Os e-readers eram desprezados, os avós dos tablets (palms e visors) eram artigos geek e os smartphones estavam em seus primeiros dias.
Nos sete últimos anos assistimos um verdadeiro turbilhão de novos suportes e recursos para as mídias digitais.
O iPhone foi lançado em 2007 e definiu o modelo de todos os telefones modernos. em 2010 o mercado de tablets despertou com a chegada do iPad.

Depois da web 2.0 paramos de contar. Onde estaremos hoje? 6.0? 10.0?
Temos serviços web que substituem com algumas vantagens os editores de texto, planilhas eletrônicas, CRM e até edição de vídeo.
Nos próximos meses ou poucos anos veremos a chegada de óculos e relógios que nos permitirão interagir com nossos outros dispositivos digitais, com a Internet e com os outros.
Pouco depois esses dispositivos devem nos permitir controlar objetos como portas, luzes e sabe-se lá mais o quê.
Entretanto há muito que se pensar sobre o presente.
Nó estamos utilizando nossos suportes digitais de formas diferentes? Que novos recursos eles nos apresentam?
Quando assistimos a TV usando uma segunda tela para interagir com outras pessoas pelo Twitter definitivamente estamos modificando nossa forma de interagir com os conteúdos, mas é só isso?
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Mas é só isso?
Isso é pouco?
Isso é muito?
Não… Jamais será muito. Talvez seja para um ou outro de nós, mas a curiosidade e inventividade é uma função exponencial que nunca se contenta.

Pense nos conteúdos que são simplesmente copiados para o meio digital. Eles serão os próximos a serem produzidos, modificados e replicados de novas formas e com novos recursos.
Pense também em conteúdos como revistas interativas para serem lidas em tablets. Se, apesar de serem mais ricas ainda podem ser encaixadas no paradigma analógico então elas ainda estão em transformação.