Sobre o meu espaço.
Sofro da querência de me enxergar. De me perceber, mergulhar nessas águas intranquilas, que na superfície não me trazem segurança.
Busco encontrar a profundidade, para quem sabe então alcançar alguma serenidade.
Dos suspiros, da alma que se questiona, do andar pesado e da cabeça baixa quero me livrar.
Há no meu semblante peso nesta travessia. Por isso é hora de parar. Reconfigurar esse espaço que chamo de meu, a calmaria quem sabe encontrar e renovar os cantos do meu ser.
Mergulhar. Tomar fôlego, me posicionar e descer. Fundo. Perceber todos os meus poros sendo tocados pela água fria, enxergar cada vez mais o que há lá embaixo e esquecer, por alguns instantes, da luz que há lá em cima.
Em mim.