Como a pandemia de desinformação piora tudo o que já está ruim.

É possível que você tenha visto um vídeo de gangues de macacos 'brigando por comida' numa timeline perto de você. Aqui vai um print pra você conferir se ele já passou diante dos seus olhos.

Pois bem, pesquisei pelo vídeo e encontrei-o no YouTube e em centenas de sites que o replicaram. Mas a FONTE do vídeo é essa, a conta de um canal de videos virais que dá o crédito do vídeo a Rattanachai S.

Rattanachai S é Sasaluk Rattanachai, estudante da cidade de LopBuri na Tailândia…


No século X, quando a China estava sob a dinastia Tang, muitas meninas de áreas ruais tinham seus dedos dos pés quebrados, dobrados e amarrados com tiras de tecido. Os pés fraturados e permanentemente amarrados e não podiam crescer. Os pés das mulheres ficavam em formato triangular, minúsculos, com cerca de 10 centímetros. "As família acreditavam que mulheres com pés grandes não arranjavam marido". Isso eram os 'pés de lótus'. Os pés triangulares lembram uma pétala da flor.


Notícia do canal Estilo de Vida, do UOL

Vi a notícia acima no canal Estilo de Vida do UOL. A imagem é de um banco de imagens. Há um logotipo da Agência EFE, a France Press. Cliquei para ler o texto. O primeiro parágrafo dizia:


Essa tirinha do Peanuts mora na minha cabeça há muitos anos e é uma das minhas favoritas. Ela resume grande parte da postura da humanidade e a quase totalidade do comportamento nas redes sociais: ninguém admite que errou.

Lucy vê no algo no chão que conclui ser uma borboleta amarela e fica surpresa e feliz, pois encontrou algo incomum para essa época do ano. A partir dessa sua ‘descoberta’, Lucy monta uma teoria de que a borboleta teria voado do Brasil até a América do Norte. No meio da apresentação de sua tese, Schroeder olha bem para o objeto de…


Vejo uma bússola que aponta um norte de rupturas.

Não paro de pensar que estamos vivendo uma era de cisões, um período de grandes demolições, no Brasil e no mundo.

Não sei quando começou, mas deixando minha mente livre pra buscar imagens misturadas sem ajuda do Google, penso em grandes momentos icônicos como o 11 de setembro de em Nova York, com a queda das Torres Gêmeas, o homem queimado vivo numa jaula pelo Estado Islâmico, as decapitações mostradas em vídeo, a Síria devastada, o menininho afogado deitado na areia da praia, a lama da Samarco que acabou com vidas…


,então, vem cá, d’xeu-te-falar uma coisa:

- as pessoas se copiam.

pessoas. copiam. pessoas.

Ah, mas antes, eu preciso dividir (oi!) uma coisa:
-(tem um pixel gigante na minha tela e ele não sai, ó como estava a tela nas linhas acima:

mas vou continuar assim mesmo, mesmo com um pixel em cima da foto do pixel nesse momento)

Copiar deve ser uma linha de código básica na construção desse programa chamado V.I.D.A. A gente aprende copiando, imitando, reproduzindo, clonando, emulando, you name it.

Bebês imitam os pais, fãs da Anitta usam botas iguais às dela, telespectadoras ligam para a…


Toda vez que revejo o filme “Being John Malkovich” fico mais encantada. O roteirista Charlie Kaufman é incrivelmente original. Quem pensaria numa história de um bonequeiro (ok, ‘titereiro’, operador de marionete) que descobre um portal para entrar dentro da cabeça (e do corpo) do ator John Malkovich? Se você não viu o filme, veja, se viu, reveja. Ainda me arrepio de medo e curiosidade na hora em que o próprio John Malkovich entra no seu próprio túnel. Aguardar o resultado desse ‘infinito de si mesmo’ é compensador, hilariante. E assustador, porque metaforicamente, esse filme fala de toda a nossa vida…


Escrever é liberar sentimentos pelas mãos. Gritar com os dedos, falar pelos cotovelos. Começar um tweet, post ou textão é dar a largada para que pensamentos corram pelos espaços ainda em branco. Palavras são pegadas da vida traduzida. Escrever liberta.

Há, momentos, porém, em que não encontramos um bom lugar nem para chorar nossas pitangas. No Facebook, gente demais. No blog, gente de menos. No Twitter, passa muito depressa e, em geral, desanda. Periscope pra desabafo decepciona, as pessoas não querem problemas. YouTube é pra humor. Snapchat? Don’t think so, muito estroboscópico. Onde então, desabafar? Num grupo do What’sApp ou…


Se eu começar a cantar “hoje o tempo voa, amoooorrrr…” você certamente saberá completar o verso. Lulu Santos, sábio, sempre soube da natureza fugaz tempo que escorre por nossas mãos.

Djavan, como tantos outros poetas, usou metáforas sobre o amor líquido em Oceano, no indo texto “Você deságua em mim e eu oceano”.

Em partículas maiores ou menos, de forma mais ou menos granulada, a intuição de que a vida moderna é fluida sempre nos ocorreu. …


A mente é foda. Em todos os sentidos que ela possa imaginar. Falarei de um dos piores, quando a mente quer atenção (sempre quer) do universo e escolhe, para isso, o método da vitimização.

Como a mente costuma estar no controle de tudo, ela faz com que você entre no mundo social em modo coitadinho. Você é infeliz, injustiçado, incompreendido. É queima de estoque de prefixo de negação. Seus problemas são maiores e mais importantes que a média geral, suas dores são mais profundas, suas dúvidas mais complexas. Você é Miss Coitadismo sendo coroada aos prantos diante da platéia emocionada.

rosana hermann

physicist, writer, journalist, blogger, scriptwriter, professor, tv hostess, runner, knitter and twitter lover @rosana

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