Dashing é o fundamento de ritmo mais importante de Mighty No. 9.

Jogos que parecem com outros por 30 segundos

Há um tempo atrás escrevi um pouco sobre os elementos básicos de um jogo e, sobre isso, comentei, que segundo os autores do ramo, a estética é o mais externo dos elementos básicos e, portanto, mais visível a primeira olhada. Em alguns momentos, parece que os reviwers param por aí e fecham suas análises nisso, em geral porque existe uma pressa para que o texto saia no lançamento do jogo, ou em um prazo próximo, um ônus de se receber o jogo para a análise.

Vi isso acontecendo com Axiom Verge, ao ser comparado com Metroid, algo que discordo (embora alguns analistas que respeito concordem com a relação de forma fundamentada ) e, mais intensamente, entre Mighty No. 9 e Mega Man, cujas diferenças são notáveis ao se jogar, como você pode ler aqui. Embora não tenha sido minha única motivação, jogar Mighty No. 9 e confirmar que o texto do @Nubobot42 está correto enquanto diversos analistas mantém a posição sobre as semelhanças com Mega Man foi o principal motivo para escreve esse texto no qual eu não sei nem onde quero chegar (se é sua primeira vez aqui, a preparação dos meus textos no Medium seguem todos este princípio).

Já escrevi um desabafo sobre certas posturas de reviewers, dentre elas a forma com a qual a review é tratada como vitrine e facilmente incluo este no pacote. A ideia é simples: publisher cede key para veículo, veículo precisa escrever para dar visibilidade ao jogo no lançamento. Aí a review passa a ser vitrine e resolve-se copiar o que todo mundo tá falando baseado em 30 segundos de olhar o produto. Obviamente, os olhos se voltam mais para a estética. O que o Inafune falou sobre suas próprias inspirações acaba ficando meio sumido (eu mesmo só achei ao procurar uma capa para este texto).

Citando o Kinho, com quem orgulhosamente começarei um novo site em breve “Falar que Mighty No.9 é Mega Man é a mesma coisa que dizer que Pudim de Leite e Torta de Limão são a mesma coisa se baseando na forma”.

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