Basta! Eu não sou obrigado…

A concordar com você.

A dizer o que você quer ouvir.

A aceitar as noticias que veem da imprensa midiática.

A ouvir o que todos estão ouvindo.

A curtir o que todos estão curtindo.

A gostar das músicas do Safadão.

A achar o Paulo Gustavo engraçado.

A aceitar que preto/pobre não pode fazer trabalho braçal.

A pensar que mulher não pode fazer nada porque ‘pega mal’.

A assinar Netflix.

A achar que e-Book é melhor que livro de papel.

A concordar que minha filha de cinco anos tenha que beber refrigerante.

A aceitar o aumento de 21% do condomínio e outras taxas administrativas.

A ler para ser cult.

A entender poesias.

A esperar mais de quarenta minutos em nenhuma fila dessa vida.

A concordar com os mestres.

A entender mensagens ocultas em borras do meu café-da-manhã.

A consumir cerveja cara.

A dispensar carne vermelha pelo bem do Planeta.

A evitar sacolas plásticas.

A pegar o panfleto oferecido no semáforo.

A questionar aquilo que não entendi.

A dormir só à noite.

A dormir durante toda a noite.

A lavar a louça bem após o término da refeição.

A fazer as compras de supermercado sempre no mesmo horário.

A pagar as contas antes do vencimento.

A atender todas as ligações.

A responder todas as mensagens.

A viver como todo mundo.

A trabalhar sempre no mesmo ramo/setor.

A sorrir quando não quero.

A aceitar o salário medíocre.

A aceitar as infelicidades da vida.

A aceitar o argumento de que a vida vai bater forte.

A aceitar os conselhos dos mais velhos.

A aceitar que casamento é apenas uma vida a dois.

A acreditar que tudo pode piorar. Ou melhorar.

A pensar sempre no futuro.

A ter uma conta nas redes sociais.

A gostar de rede social.

A dizer sempre ‘amém’ para o cliente.

A gostar de Youtubers menores de idade.

A ser um Youtuber.

A gostar desse texto.

A ler este texto.

A nada.

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