Aqueles sentimentos estranhos

Ele estava ali, disposto e disponível;

Eu estava ali, disponível a fazer tudo que ele estivesse disposto.

Ele tinha aquele olhar que exalava confiança e silenciosamente dizia: “Eu sou o que você precisa e, talvez eu tenha um uso para ti”.

Eu tentava convencer- lhe que a minha vida não tinha parado depois dele. Que eu ainda tinha uma vida para viver. Que continuava a escrever naquele livro. Excepto que, as páginas estavam vazias. Brancas. Limpas.

E, claro, a sensação de segurança e vazio quando o abracei contrariou toda a narrativa, todas as “certezas” que eu repetia em frente ao espelho. Eu parecia um navio que precisava segurar àlguma coisa para não afundar.

Aquilo é diferente de tudo o que já experimentei. Eu o abraçava como se daquilo dependesse a minha vida. Não quero sentir aquilo — nem em sonhos — nunca mais!!

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