Quer inovar? Que tal simplificar?

Ramiro Mattos
Aug 31, 2018 · 2 min read

Olá pessoal, aqui é o Ramiro Mattos, e, no artigo de hoje, vou falar como alcançar resultados de forma simples, tanto empreendendo como dentro do seu trabalho.

Vamos lá: todo mundo que quer se mostrar inteligente, fala sobre inovação. Inovação é o tema dos descolados, correto? Sim, é o que vejo, leio e converso. Você também concorda. É cool.

E, lá está você, tentando fazer diferente, ser disruptivo, ser relevante no seu trabalho ou no empreendimento que quer construir. No entanto, no meio de tudo isso, tem inteligência artificial, robótica, marketing 4.0, “internet das coisas”, startups, investimento anjo etc — novos conceitos, um novo mundo, uma nova forma de se viver, que muitas vezes nos deixam congelados e confusos em relação ao que fazer.

Quero trazer, então, algumas reflexões que, acredito, podem te ajudar a navegar esse mar agitado da “inovação”.

Primeiro ponto: inovação é se adaptar. E, para se adaptar, você vai ter que fazer conexões. Conexões com suas experiências, com aquilo que já viveu e te trouxe até aqui. É aprender com seus erros e acertos, parar e refletir sobre sua jornada — entender o que faz sentido, o que serve e o que tem que ser descartado (ou não é adequado para o momento). Vai ter que desaprender, desapegar daquilo que considera cativo na mente e dos seus (pre)conceitos.

Na verdade, você só vai conseguir realizar a adaptação descrita acima quando matar seu ego. Aí sim vai ser o começo da sua vida. Pois vai ser a partir daí que você começa a olhar para o outro, fica mais aberto, deixa de estar na defensiva, explora, descobre. Enfim, vive. Se adapta — inova.

O segundo aspecto da inovação é que todo mundo quer fazer algo disruptivo, quer levantar investimento, faturar. Mas, para você que superou o ego, isso fica mais fácil. Quel tal gerar valor? Produtos que ajudam pessoas reais, necessidades reais, diárias, corriqueiras e cotidianas.

Vamos para o exemplo do Airbnb. Eles começaram de forma simples. Os fundadores colocaram um colchão no apartamento deles e alugaram o quarto para um cliente real. Daí foram para Nova Iorque e bateram na porta dos apartamentos das pessoas, perguntando se elas topariam colocar para alugar um quarto no Airbnb. Quando perceberam que o número de clientes demorava a crescer, chamaram fotógrafos para se hospedar e tirar fotos dos apartamentos. Só que estes não queriam fazer isso de graça. Então, fizeram uma parceria com esses profissionais, construindo uma plataforma exclusiva para eles, em troca de imagens.

O começo foi hospedagem real, em apartamentos reais, para pessoas reais. A tecnologia entrou depois. Então, preocupe-se, antes de tudo, em gerar valor.

E simplifique. Você vai sim inovar!

Um grande abraço e até mais,

Ramiro Mattos