Dias bons, dias ruins e mentes infernais.

https://www.youtube.com/watch?v=nZq_jeYsbTs
Quando sua mente é o seu inferno, todo dia ou fase boa são aproveitados com medo. Depois de viver o pior de si, a gente cria uma aversão a voltar a ser e sentir aquilo. Um dia nos sentimos bem e estamos felizes vivendo momentos incríveis e uma semana depois (ou menos) estamos desesperados novamente. Ninguém sabe exatamente como voltou a se sentir bem ou, se sabe, esquece nos momentos de crise. Eu diria que as fases boas e ruins acontecem aos poucos mas só as ruins recebem mais atenção quando iniciam. Todas as coisas que você faz sem pensar e que remetem aquela fase te deixam angustiado, e talvez esse seja um dos fatores para ela voltar. Uma noite de sono perdida por uma ansiedade inexplicável, a vontade de se isolar ou voltar a todo e qualquer hábito ruim que adquirimos quando estamos em crise. O meu hábito mais temido é quando começo a me sentir fora de mim, todos os meus atos são impulsivos e parece que a instabilidade está voltando de novo. Sem controle. Ainda existe aquela parte de contar para as pessoas que estavam verdadeiramente felizes com a sua melhora, que você está se sentindo desequilibrado de novo e não sabe como chegou até aqui ou como vai sair. As farpas voltaram a incomodar mas é que elas nunca saíram de fato, só estávamos ignorando essa dor. Eu preferi chamar os meus demônios para tomar uma xícara de chá e agora aguento as revoltas frequentes. Gostaria de dizer a vocês e a mim que tudo isso irá passar e logo não lembraremos desses momentos mas a realidade é que perderemos muitas horas pensando neles e como evita-los. Querida, estou caindo aos poucos. Fragilizada novamente. Assistindo-me pegar fogo no momento que mais preciso de mim. O meu medo é me detonar de novo e ter que me reinventar mais uma vez. Aos meus caros, que entendem momentos como estes, aqui vai as palavras da minha versão aliviada: “Quero que todos se sintam capazes de se reinventar quantas vezes for necessário. Fênix: que do pó eu saiba ressurgir” (eu estava bem otimista nesse dia)
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