Conhece a expressão Presente de Grego?

É o recebimento de algum presente ou dádiva que traz prejuízo ou não acontece beneficamente, como era para ser. Surgiu a partir da famosa Guerra de Tróia.
Fonte: Dicionário de gírias

Depois de uma breve análise nos meus gostos relativos a times de futebol, cheguei a conclusão de que existia um padrão que se repetia.

Vamos lá, eu sou Botafoguense e esse é o time que torço e torcerei até o fim da minha vida. Mas como apreciador do futebol, é claro que ao assistir jogos de outros times sempre acabo escolhendo um em especial para torcer. Eis uma pequena lista dos times que tenho maior simpatia em outros países:

  • Inglaterra: FC Liverpool

Simpatizo com o Liverpool, principalmente por causa dos Beatles e do lema “Você nunca andará sozinho” .

Um tradicional clube inglês, uma das equipes mais vitoriosas de lá, mas, assim como o meu Botafogo, teve seu auge no passado e já amargam mais de 2 décadas sem um título da liga.

  • Espanha: Real Betis

Comecei a gostar do Betis por 2 motivos: o uniforme era verde e Denílson.

Segundo a Wikipédia está classificado na 10ª posição do ranking histórico da liga espanhola, com 43 temporadas na divisão principal, mas volta e meia acaba frequentando a segunda divisão.

  • Itália: ACF Fiorentina

A Fiorentina me conquistou com o trio Edmundo, Batistuta e o patrocínio da Nintendo na camisa.

Clube de tradição da Itália, já sofreu alguns rebaixamentos, teve sérios problemas financeiros e chegou a declarar falência e ressuscitar um tempo depois. Hoje em dia está sempre entre os líderes do campeonato nacional.

Essa é uma camisa que eu sempre quis ter!

Fazendo uma analogia com jogos de vídeo game, parece que os times que eu torço resolvem sair do modo normal de jogo e vão para o hard ou talvez resolveram trocar o controle e começaram a jogar como player 2.

Pode parecer bom para uma equipe ter um apoiador a mais, mas aparentemente eu venho com um efeito colateral, já que os times passam a ter várias dificuldades, sejam técnicas ou financeiras. Vitórias até acontecem, mas tem que ser sofridas e angustiantes até o apito final.

E é por isso que cheguei a conclusão de sou o que passei a chamar de torcedor grego.

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