
Desde que comecei a fotografar lugares e postar no Instagram, tive oportunidade de fazer novas amizades, nem todas de perto, algumas de longe, bem longe. México, Rússia, Áustria, Azerbaijão etc. E foi numa conversa com uma dessas amizades de longe, que percebi o quanto a fotografia tem me ajudado em vários sentidos. Aprendi a enxergar o mundo (e as coisas) por mais de um ângulo e perceber que mesmo São Paulo sendo uma cidade tão feia, não é difícil de encontrar algumas belezas, assim como podemos encontrar o lado bom das coisas, por mais difíceis e complicadas que elas sejam. O “centrão” de São Paulo, por exemplo, que sempre achei horrível, me deu ótimas fotos a ponto de algumas dessas amizades distantes dizerem: “Nossa, Rubaum (é assim que muitos pronunciam Rubão num inglês cheio de sotaque hehehe) sua cidade deve ser linda”. Nem sempre é possível viajar pra longe, e mesmo quando um bate-e-volta fica muito corrido, passear por São Paulo e descobrir lugares que estavam sempre ali e nunca havia enxergado, tem sido uma experiência magnífica. Prefiro os lugares vazios, quem me conhece sabe que sou misantropo, e prefiro fotos em preto e branco (não sei o porquê), porém, alguns pores do sol, grafites, paisagens, são melhor retratados em cores, assim como na vida, nem tudo é no preto e branco, mas nas nuances de cores que acabamos encontrando a melhor realidade.
Ou seja, além de me desestressar, me dar uma visão diferente das coisas, a fotografia me deu amigos de culturas tão diferentes da minha que o processo de aprendizagem tem sido intensivo e, como diz o ditado, gente ocupada e feliz não enche o saco, por isso tenho enchido bem menos o saco de quem convive comigo heheheh.
Aliás, esse é um dos motivos das legendas das fotos serem, geralmente, em inglês (tosco). Não é metidez, é para que a maioria das pessoas de fora entendam. Não fiz curso de fotografia, talvez eu faça. Não tenho máquina profissional, uso o celular ou, no máximo, uma GoPro. A ideia não é fazer nada profissional, muito menos tirar fotos para terceiros, as fotos são para mim, para meu aprendizado como pessoa e compartilhado com quem achar legal. Por que estou escrevendo tudo isso? Porque assim como fotografar foi útil pra mim, pode ser pra alguém que acabe lendo isso, apesar de ser “textão” tem gente que ainda gosta de ler. E porque logo terei uma novidade sobre esse assunto também, e o texto serve como uma “introdução”