PORTFÓLIO

Rubem Rocha
Jul 28, 2017 · 14 min read

Rubem Rocha Leal, Jornalista formado pelo Centro Universitário Metodista-IPA (2017) — MTE 19371. Abaixo algumas realizações em vídeo, foto e texto.


AUDIOVISUAL

Produção e edição realizadas em março de 2019, para o Conselho Regional de Contabilidade (CRC-RS), sobre a declaração do IRPF.


Em 2016, para disciplina de Jornalismo Esportivo, realizei um programa piloto sobre o remo, apresentando as modalidades diversas do esporte, desde dos atletas amadores aos profissionais.


Afim de testar meus conhecimentos em produção audiovisual após concluir curso de videojornalismo para a internet, decidi ir para a rua acompanhar as manifestações que pediam o impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Era agosto de 2015. Fiz algumas imagens, entrevistei pessoas na rua e editei o vídeo. O resultado está aqui:


FOTOJORNALISMO

Publiquei algumas fotos no jornal Zero Hora. Entre elas, uma foi publicada em destaque na capa da ZH, edição de 15 de outubro de 2015.

No mesmo jornal, na coluna da jornalista Rosane de Oliveira, também contribuí com foto que saiu na edição impressa de 24 de junho de 2015.

Indi-gente é um ensaio fotográfico que realizei para a disciplina de Fotojornalismo (2014/2). Fotos foram feitas com uma lente 50mm, durante uma semana, no centro de Porto Alegre.

Fotografia faz parte do ensaio indigente, realizado para a disciplina de fotojornalismo (IPA/2014). Mais sobre o ensaio no vídeo abaixo.

A foto abaixo foi selecionada no concurso Histórias de Trabalho, realizado pela Prefeitura de Porto Alegre. A imagem foi publicada no livro homônimo, lançado na feira do Livro de 2016.

Crédito: Rubem Rocha
Mulher de religião de matriz africana. Fotografia feita na galeria da Assembleia Legislativa, durante Sessão Plenária ocorrida em 2015.

COBERTURA DE EVENTOS

FOTOGRAFIA CORPORATIVA

CRIAÇÃO DE IMAGENS (PHOTOSHOP)

CARDS CRIADOS PARA DIVULGAÇÃO EM REDES SOCIAIS

REDAÇÃO

PREFEITURA INICIA PROCESSO DE PRIVATIZAÇÃO DO MERCADO PÚBLICO

Um dos principais cartões postais do Estado avança na esteira do plano de Parcerias Público Privadas (PPPs) promovido pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB). A proposta faz parte de uma agenda de corte de gastos e atende a um modelo de gestão baseado no liberalismo econômico do século passado. Entre incêndios e ameaças de implosão, a privatização é um novo capítulo na história de 148 anos do Mercado Público de Porto Alegre.

A Prefeitura lançou, em maio, o Programa de Parcerias (PROPAR/POA) e definiu seu conselho gestor, o CGP, cúpula responsável por debater a abertura da administração de bens e serviços do município para a iniciativa privada. O conselho é presidido pelo prefeito Marchezan Júnior e integrado pelo vice-prefeito Gustavo Paim, além de secretários das pastas de Parcerias Estratégicas, Relações Institucionais, Fazenda, Planejamento e Gestão, Desenvolvimento Econômico, Transparência e Controladoria-Geral e o procurador-geral do município. São eles que programam, em reuniões fechadas, o destino de um dos principais símbolos da capital gaúcha. Considerando as manifestações em defesa do Mercado Público, a mobilização da oposição na Câmara de Vereadores e a necessidade de lei autorizativa para dar início ao processo de concessão, o CGP buscou o caminho mais fácil para não precisar negociar com nenhum desses setores. O processo ocorrerá a partir de PMI (Procedimento de Manifestação de Interesse). Através desse dispositivo, a Prefeitura receberá estudos e projetos de consultores e empresas privadas interessadas em disputar futuros contratos de concessão. Decreto editado pelo prefeito Marchezan Júnior em 20 de julho deste ano, abriu espaço legal para a aplicação desse tipo de procedimento. “Se for decidido no PMI que será uma PPP não será necessário passar pela Câmara de Vereadores. Só concessão tradicional precisa passar na Câmara. Como a tendência é que seja uma concessão administrativa (PPP) não passará pela Câmara”, argumenta o vice-prefeito Gustavo Paim. As próximas etapas serão a licitação da concessão e a assinatura do contrato com o consórcio vencedor.

O secretário adjunto de Parcerias Estratégicas da Prefeitura, Fernando Freire Dutra, afirma que o município não tem como ampliar os recursos necessários para a manutenção do Mercado Público e que o novo modelo administrativo em discussão busca uma gestão “mais profissionalizada” para esse tipo de estabelecimento. Na Prefeitura de Porto Alegre evita-se falar em privatização — assessores e secretários adotaram o termo “concessão administrativa” para se referir à modalidade de Parceria Público Privada (PPP) mais cogitada para o Mercado.
O projeto de concessão do Mercado Público prevê a participação privada na operação e manutenção do estabelecimento, além de investimentos estruturais que forem necessários. Ata da reunião ordinária do CGP, ocorrida no dia 30 de junho, registra a aprovação da autorização para abertura do edital de PMI e considera a possibilidade de construção de um estacionamento subterrâneo sob o prédio tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural do município. “Também existe a possibilidade de um estacionamento de superfície em área adjacente — o qual também é uma premissa, ficando a critério dos estudos de PMI viabilizar ou não”, adianta Dutra.

A falta de diálogo com os permissionários — proprietários e funcionários das bancas do Mercado Público — e a sociedade civil colocou ao lado da oposição o vereador Cláudio Janta (SD). Ainda líder do governo Marchezan na Câmara, partiu dele o projeto de lei que trata da criação de um programa de Defesa do Patrimônio Cultural de Porto Alegre em relação às PPPs. Atitudes como essa culminaram na sua expulsão da posição de liderança da prefeitura dentro do legislativo municipal. Janta considera que as PPPs são uma ferramenta moderna da gestão pública e defende seu uso para conciliar a eficiência das empresas privadas com as necessidades do setor público, desde que priorizem o interesse da comunidade. “Propomos que a autorização para firmar essas parcerias seja apreciada pela Câmara Municipal”, explica.

Nas bancas do Mercado Público, é unânime a oposição à privatização do local que emprega centenas de comerciantes. “Somos radicalmente contra porque até hoje não foi explicado exatamente como isso funcionaria”, manifesta a comerciante Adriana Kauer, proprietária do estabelecimento situado na banca de número 11. Filha de mercadeiro, trabalha no local desde o final dos anos 1980 e hoje integra a diretoria da Associação do Comércio do Mercado Público Central (ASCOMEPC). A opinião de Adriana sobre a PPP reflete a desconfiança dos permissionários. A mudança no modelo administrativo do Mercado Público gera receio devido ao possível impacto nos custos que, se ocorrer, deverá ser sentido em toda a região. Os comerciantes consideram o Mercado como balizador de preços. “Um administrador externo vai fazer disso um ganho para ele. Esse valor vai ser repassado para nós e nós vamos ter que repassar para os nossos produtos finais”, explica Adriana, que vê como sustentável o atual modelo administrativo, embora precise ser aprimorado.

O Mercado Público é gerido através do retorno dos valores repassados pelos concessionários ao Fundo Municipal para Restauração, Reforma, Manutenção e Animação do Mercado Público de Porto Alegre, o FunMercado. O fundo arrecada mensalmente cerca de R$ 320 mil e tem saldo mensal positivo em torno de R$ 70 mil. Despesas do comércio com condomínio e permissão de uso vão para esse caixa e retornam basicamente em serviços de segurança e limpeza. Em junho deste ano, após denúncias de que os recursos do Fundo têm sido direcionados ao caixa único do município, a vereadora Sofia Cavedon (PT) entrou com representação junto ao Ministério Público de Contas (MPC). No documento, são solicitadas informações sobre a situação do FunMercado como valores arrecadados, valores em caixa, destinação dos recursos arrecadados entre 2012 e 2017 e funcionamento dos mecanismos de gestão do Fundo. “O valor que é arrecadado com o Mercado Público com certeza absoluta pode garantir que o local seja bem cuidado. Podemos manter o Mercado público e funcionando”, afirma Adriana.

“Meia-noite e vinte”, novo livro de Daniel Galera fala sobre duas Porto Alegre distintas

por Rubem Rocha

O sucesso de Barba ensopada de sangue não impediu que um dos maiores nomes da literatura brasileira atual lançasse, apenas três anos depois, mais uma trama de fôlego. Meia-noite e vinte (Companhia das Letras, 2016) chegou às livrarias este mês e promete ser mais uma grande aventura. A história narra as memórias de três amigos que se reencontram em Porto Alegre durante uma greve de ônibus concatenada à uma onda de calor. “O romance é uma resposta à ansiedade pré-apocalíptica que percebi a meu redor e dentro de mim mesmo na virada de 2013 para 2014. Tem a ver com mudança climática, a velocidade cada vez maior das transformações sociais e tecnológicas, a compreensão de nosso lugar frágil no mundo. O livro existe porque comecei a pensar na relação das pessoas da minha geração e classe social com esse sentimento de ansiedade”, explica Daniel Galera.

Recentemente, o autor publicou uma playlist do livro no Spotify. “A trilha sonora do meu quarto e das pistas de dança dos anos 90 em Porto Alegre aparece no livro”. Ele conta que a música está presente na vida dos personagens. “A cultura pop como um todo é experiência definidora do sujeito moderno, e não tem como escrever ficção contemporânea sem trazer isso. Nem sempre as músicas que os personagens escutam são as que me marcaram, mas em “Meia-noite e vinte” há vários casos em que isso é verdade”, define.

Galera, junto com os amigos André Czarnobai, Marcelo Träsel, Guilherme Pilla, Clarah Averbuck, Daniel Pellizzari (ou Mojo) e Hermano Freitas — muitos destes hoje escritores conhecidos nacionalmente, começaram publicando suas histórias nos primórdios da internet. Na época, apostava-se muito no potencial de disseminação da cultura em uma rede ainda não dominada pelos algoritmos que hoje definem o que terá ou não visibilidade. Sobre isso, ele comenta: “existe um risco de priorizar o gosto médio, ou daquilo que tem maior poder de marketing, ou seja, dinheiro. Acho importante que tentemos preservar canais mais independentes de fruição cultural, na medida do possível, como eram antigamente os sites pessoais, fóruns, e-zines”.

Assim como em Barba, em Meia-noite e vinte o escritor gaúcho costura o título à trama, mas alerta para um “instante crucial” no desfecho da história em que os ponteiros sinalizam a hora chave. “O horário do título aparece, e há uma simbologia importante nesse momento. Espero que os leitores possam captar”, atenta.

Apesar de algumas características da narrativa do autor continuarem presente em Meia-noite, a figura canina constante em seus enredos e até em título, Galera antecipa que no novo romance não há nenhum cão como personagem. “Nesse novo romance não há cachorros como personagem. Nunca decidi que eles seriam tão presentes em meus livros, foi acontecendo. Mas vejo muitas coisas legais na relação entre cães e homens, um indício de que não somos tão especiais, de que o convívio entre espécies é essencial para nossa prosperidade”, explica.

Sobre a esperança de que Meia-noite e vinte alcance o mesmo sucesso de seu último trabalho premiado, o escritor afirma: “Não coloquei isso como meta. Espero que o livro tenha vida própria. Só vendo”.

QUEM É DANIEL GALERA

Nascido em1979, em São Paulo e criado em Porto Alegre, o escritor Daniel Galera deu início à sua carreira literária publicando textos no mailzine CardosOnline (COL) em 1996 e publicou seus dois primeiros livros pelo selo editorial independente Livros do Mal, fundado por ele em parceria com os jovens escritores Daniel Pellizzari e Guilherme Pilla, em 2001. Dentes guardados foi um dos títulos editados pelo selo e chegou a ser adaptado para o teatro por Mário Bortoloto, em 2002. Seu trabalho lançado no ano seguinte, Até o dia em que o cão morreu (Livros do Mal, 2003), também recebeu adaptação, dessa vez pelo cineasta Beto Brant, com o filme Cão sem dono e ainda recebeu reedição pela Companhia das Letras, em 2007.

Também são obras do autor, Mãos de Cavalo (Companhia das Letras, 2006), igualmente adaptado para o cinema; Cordilheira (Companhia Das Letras, 2008) e Cachalote (Companhia das Letras, 2010). Apesar de seus trabalhos terem sido bem recebidos por leitores, premiados pela crítica e editados no exterior, o escritor Daniel Galera alcançou o ponto alto de sua carreira com o título Barba ensopada de sangue (Companhia das Letras, 2012). O romance ambientado em Garopaba (SC), narra a jornada do protagonista (sem nome) que, inquietado pela morte misteriosa de seu avô Gaudério, investiga o passado acompanhado da cadela Baleia. Seu novo livro, Meia-noite e vinte (Companhia das Letras, 2016) já encontra-se à venda nas livrarias.

Matéria produzida para a disciplina de Jornalismo Cultural, em setembro de 2016.


Ladeira Livros é um dos sebos presentes na Praça da Alfândega

por Rubem Rocha, para o caderno GeraçãoE do Jornal do Comércio

À esquerda de quem desce a rua General Câmara, na altura do número 385, a Ladeira Livros é uma opção para quem busca leitura de qualidade a preço justo e a possibilidade de conversar com um especialista no assunto. Mauro Messina, 48 anos, proprietário do sebo de novos e usados não se esconde atrás do conhecimento. “O que nós buscamos fazer é trabalhar com pessoas que conheçam o ramo e manter um acervo qualificado”, ressalta.

Avesso a termos comuns no mundo dos negócios, como “planejamento estratégico”, “expansão da marca” ou “faturamento anual”, Mauro não se identifica com o perfil clássico de empreendedor.

“Quadro de funcionários? Eu tenho só um quadro do Lênin!”, brinca. Formado em Ciências Sociais, o livreiro começou como atendente em livrarias de amigos e com bancas em congressos e eventos políticos no final dos anos 1980.

“Colocava a mochila nas costas e ia”, conta. Em 1991, decidiu trabalhar de forma independente. Para isso, entrou em contato com distribuidores e começou a vender para colegas da faculdade.

Desde que abriu sua própria livraria, em 2006, saindo da informalidade, Mauro participa da Feira do Livro de Porto Alegre. No próximo dia 22 de novembro a Ladeira Livros comemora 10 anos.

A festa literária é o momento para queimar o estoque, oferecendo os famosos “saldos”, mas também é a oportunidade de mostrar o nome da livraria para um público que não tem o costume de visitar sebos. “A Feira é muito importante para o negócio, divulga o nome. Ela foi criada para desafogar livros em um período sem movimento, mas agora tem outra dimensão”, mensura.

Nessa década de história, Mauro obteve o know-how para administrar com tranquilidade as vendas paralelas durante o evento. “Sermos livreiros o ano todo é o que diferencia a nossa barraca de algumas outras. Se isso é tua atividade durante 365 dias por ano, não vai ser algo como a Feira que vai diferenciar”, argumenta.

Mauro divide a atenção ao público com a sócia Ana Vilk e um atendente, além de dois funcionários que fazem o cadastro dos títulos na Estante Virtual. A internet, aliás, é uma aliada na hora do contato com o cliente. No Facebook, a página Ladeira Livros tem a sessão “Na Prateleira”, onde os leitores são informados sobre títulos disponíveis no acervo.

Natural de Santiago, Mauro diz que precisou contar com a sorte para sua empresa dar certo. “Como tudo que acontece na vida de um proletário. Eu trabalhei, fiz a minha história como qualquer um pode fazer. Tive algum pé quente”, reflete.

Embora interprete que a crise econômica é parte de um discurso político, a abertura de uma filial não está nos planos do livreiro. A qualidade de vida é o que norteia as decisões de Mauro para o seu negócio. “Quero que a minha livraria seja uma boa livraria e eu trabalhe menos e viva mais”, resume.

(Matéria produzida por mim durante a oficina de Jornalismo do Jornal do Comércio e publicada no caderno GeraçãoE, do JC, em novembro de 2016).


Agosto começa com blocos de lutas na rua

por Rubem Rocha (agosto de 2013 – 2º semestre de Jornalismo)

Bloco de Luta Pelo Transporte Público saiu às ruas novamente, na noite de quinta-feira, 1º de agosto, para pressionar o prefeito José Fortunati a encaminhar dois projetos de lei à câmara de vereadores sem que haja alterações.

Depois de conquistar a redução da tarifa do transporte público de Porto Alegre, seguido da ocupação a Câmara de Vereadores durante oito dias, onde se debateu em assembleia com os demais ocupantes os itens que integraram dois projetos de lei, um que visa garantir passe livre para estudantes, desempregados, indígenas e quilombolas e outro para abertura de contas do transporte público, o Bloco de Lutas retornou às ruas e contou com a participação de mais de mil pessoas, que visavam garantir o encaminhamento do projeto ao Legislativo.

A concentração teve início, como de costume, em frente ao Paço Municipal. Por volta de 19h30 o grupo começou a se deslocar pelas ruas do centro. Não se via bandeiras de partidos políticos, embora o Bloco tenha recebido apoio de vereadores como Fernanda Melchionna e Pedro Ruas, ambos do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Em uma grande faixa lia-se “Os vândalos estão no poder”, ironizando a denominação utilizada por políticos e formadores de opinião sobre alguns atos ocorridos durante os protestos. Um grande estandarte estampava o rosto do guerrilheiro Carlos Marighela, assassinado pelos militares durante a ditadura.

Durante o trajeto, o grupo, que parecia já ter rompido a casa da centena em número de participantes, passava sob o camelódromo cantando “somos o povo, e o passe livre os ricos vão pagar”, o que remete ao artigo 6º do projeto de lei que defendem, onde o Fundo que possibilitará o passe livre será composto por recursos provenientes da arrecadação de impostos de shopping centers, estacionamentos, bancos privados e grandes empreendimentos imobiliários. Houve queima de fogos de artifício, enquanto o canto era puxado por um carro de som que se deslocava à frente dos manifestantes.

Por volta das 20h15, a marcha saía da Av. Borges de Medeiros e entrava na rua Jerônimo Coelho, local onde em outros dias de protesto foi palco de grande conflito entre policiais e manifestantes, por se tratar de via de acesso ao palácio da justiça e câmara de vereadores. Diferente de outros dias, não havia bloqueio policial e a marcha pode seguir em direção à praça da matriz, local próximo ao prédio onde mora o prefeito José Fortunati. O carro de som anunciava que no oitavo andar do prédio da calçada vizinha do Palácio da Justiça, encontrava-se em casa, naquele momento, o Prefeito de Porto Alegre.

A manifestação ficou concentrada em frente à residência do prefeito. Enquanto cantavam “Fortunati, eu quero ver, o passe livre em Porto Alegre acontecer”, foi ateado fogo em um boneco que representava o prefeito. O fogo foi alimentado por pedaços de madeira e deu origem a uma fogueira na esquina das ruas Jerônimo Coelho e Espírito Santo.

Alguns manifestantes portavam uma bandeira do grupo de estratégia de conflito urbano, o black bloc, em frente ao Palácio da Justiça, onde havia grande concentração de policiais da choque. Também na altura da Catedral Metropolitana, policiais do choque se concentravam.

Pouco antes das 21h, os manifestantes se deslocam de volta para a prefeitura. Em alguns pontos da Avenida Borges de Medeiros, um grupo tentou quebrar as vidraças de um banco, sem sucesso. Um estabelecimento comercial foi apedrejado, e no microfone do carro de som alguém avisava que havia trabalhadores dentro do prédio. Em seguida os ataques pararam. Alguns manifestantes gritavam: “Ei, P2, vaza dessa marcha”, se referindo ao grupo de inteligência da Brigada Militar, que segundo manifestantes, atua infiltrado nas manifestações.

Antes das 21h30 o grupo já se concentrava em frente à prefeitura para encerrar o ato do dia.

(Matéria produzida quando cursava o segundo semestre de Jornalismo, em agosto de 2013).

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