viagem

acho que a vida é uma viagem bárbara, mas talvez seja a melhor forma de se viver; viajando. a realização desta viagem pode ser vista como uma ida ao encontro do conhecimento passado numa tentativa desesperada da percepção do eu interior. tentamos estranhamente aceitar esta viagem fugindo à loucura paralela que se auto-instala entre o racional, o lógico e um mundo de percepções. a própria ideia de se viver focado no conhecimento passado leva-nos à perda da nossa energia vital, à perda das nossas percepções. vivamos então de uma forma despojada de materialismos que nos deixam a vida sugada desta energia que necessitamos para a nossa compreensão interior. vivamos então dos erros. vamos viver dos erros e dos erros criar novas coisas, experimentar novas coisas, aprender, viver, testarmo-nos, modificarmo-nos, modificar o mundo, fazer coisas que nunca fizemos. vamos fazer coisas, coisas que nunca ninguém ousou fazer, nem que sejam erros e criar uma nova consciencia. não pares, não fiques ai especado qual espectador de teatro. faz parte do teatro, faz a tua arte, cria a tua vida e erra. é no erro que habita a sapiência, a sagesa. vida mais estranha do que esta jamais conheci.

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