20 álbuns que marcaram minha vida?!

DISCOS E CDS: Entramos em uma era tão sórdida que fazer shows no Brasil é mais vantajoso do que vender cds. Claro, o advento do MP3 (ou audio compactado) fez muitas bandas desconhecidas conhecerem fãs além-mar e, muitas se sentiram deveras confortáveis em conhecer nossas terras. Mas, se eu for aceitar o desafio da Priscila e buscar 20 que marcaram minha vida, seria muito injusto com tantos álbuns que fizeram parte da minha vida.

Quando eu cursava o antigo colegial, uns colegas precisavam passar de ano e eu fiz o trabalho que eles precisavam entregar por alguns reais. Na época, deu para comprar 2 cds que eu queria muito: Countdown to Extinction e Youthanasia, ambos da banda americana Megadeth. E, nessa mesma época, eu ganhei de um amigo o “Cesta Básica”, meio que um EP da banda Raimundos. E eu tinha um aparelho de cd muito modesto que… Na realidade não me recordo como ele definhou.

Mas, em casa chegava um computador (meados de 98) e eu acabara de escapar do serviço militar obrigatório brasileiro, sendo que tudo aquilo era novo! Até o dado momento em que um modem me foi emprestado e eu consegui conectar na internet com linha discada, abriu-se um mundo que eu não conhecia — e que deveria ser contado em outro artigo. Não demorou muito para eu conhecer o mp3 e começar a varar noites baixando arquivos de música de sites como Metal Meltdown e em alguns mais obscuros. Felizmente quando a banda larga começou a ser vendida em São Paulo, lá estava eu baixando mais arquivos.

Uma das grandes metas nessa época em que baixavamos apenas 1 (uma) música, completar o álbum era uma coisa soberba! Vezes até me senti enganado quando baixei uma música da banda Nightwish (que estava despontando com o álbum Oceanborn) esperando uma linda voz de uma garota cantando como uma opera de heavy metal e… baixei justo uma das canções em que o tecladista que canta. E também foi frustante baixar uma entrevista da banda inglesa Cradle Of Filth e quando abri o vídeo, na realidade era o “manah-manah” do Muppets.

A Metallordz Webforce surgiu em 2002 e nisso eu voltaria a ter cds físicos devido ao envio de material patrocinado pela Hellion Records que… Me deu mais de 30 álbuns de bandas do seu cast. E ainda tem os cds que John McEntee (da banda de Death Metal chamada Incantation), Sarah Jezebel Deva (ex-vocalista do Cradle Of Filth) e tantos outros que acreditaram no meu projeto como jornalista de música pesada!

Outro fator influenciador disso tudo foi minha paixão pela banda Cradle Of Filth: comprei vários álbuns e suas reedições especiais mas, o fato mais curioso é que consegui completar a coleção da banda rival, Dimmu Borgir, muito tempo antes — e ainda conheci os caras e tive todos os álbuns autografados. Num total, acredito que tenho uns 300 cds em casa que estão a empoeiras e precisam de um novo lar, pois estou me desfazendo de tudo que tenho em prol a uma briga judicial.

Os últimos cds que adquiri foi Muqueta na Oreia, homonimo da banda de Embu das Artes (SP) e cujo baterista é meu amigo de longa data — e já tocamos juntos algumas vezes. Que eu me recorde ainda comprei na galeria um CD da banda Occultan e outro do Torture Squad.

O fato é que discos ou CDs são saudosismo demais por conter estórias em que a tecnologia não tinha chegado na era Spotify / Deezer e que era mais complicado conseguir um álbum específico e muito menos ter a sua banda do coração fazendo um show no subúrbio de São Paulo. E, escolher 20 álbuns é pouco para tanta estória que ainda precisa ser contada.