Ninguém faz nada sozinho!

Como eu decidi voltar a escrever

‘Seja você mesmo. Acima de tudo, permita que quem você é, o quê você é e o que você acredita brilhem através de cada frase que você escrever, cada obra que finalizar’ — John Jakes (tradução livre)

A vida às vezes nos surpreende…

Há exatamente 1 ano atrás, tomei a coragem de fazer algo que já queria há um tempo: escrever sobre meus desafios do momento de vida, meu medo e demais sentimentos confusos e compartilhar isso com as pessoas.

Hoje, mais uma vez, me vejo fazendo o mesmo. E, enquanto algumas mudaram bastante, outras estão praticamente iguais.

O dia é exatamente o mesmo — 2 antes de meu aniversário.

A vontade de escrever e compartilhar é praticamente a mesma, só que ainda mais intensa — já são alguns meses querendo me expressar, com a cabeça borbulhando de ideias, aprendizados e histórias pedindo para serem contadas e amadurecendo esse processo até finalmente tomar a coragem de botar em prática.

O medo de falhar também é, em essência, o mesmo — medo do julgamento e da vergonha, necessidade de reconhecimento e aceitação… Nada incomum nem muito diferente do que todo ser humano vive!

O que mudou é que hoje eu me paraliso cada vez menos em função do medo e tenho assumido a responsabilidade de tomar as minhas escolhas e lidar com as consequências de forma cada vez mais consciente!

Mas o que eu mais achei engraçado e curioso sem dúvida alguma foi reler o seguinte:

“Estou passando pelo momento movimentado, intenso e transformador da minha vida até hoje. Às vésperas de completar 22 anos, sinto que estou passando por uma grande transição. As coisas tem tomado um ritmo cada vez mais acelerado e proporções maiores. E isso me assusta.
E sinto que é apenas o começo. Se os últimos dias, semanas e meses foram intensos, os que estão por vir reservam cada vez mais. Pela minha frente, alguns dos maiores desafios que já vivi em minha vida. Compartilho aqui alguns dos maiores.”

Eu não poderia estar mais certo na minha previsão acerca do que me esperava pela frente! Mas, ao mesmo tempo, eu não poderia estar mais errado! Parece confuso!?

Na verdade é bem simples — eu de fato imaginava que as coisas aconteceriam em um ritmo cada vez mais intenso e rápido, mas não podia fazer ideia do rumo que elas tomariam!

As coisas mudaram muito e muito rápido e seguiram caminhos tão diferentes do que eu projetava que eu nem me arrisco a escrever tudo em um texto. Mas acredito que um dos principais aprendizados que tive nesse 1 ano é muito válido de ser compartilhado:

Ninguém faz nada sozinho!

Lendo meu texto hoje, percebi algo que até então não tinha reparado: eu tinha uma visão individualista e independente das coisas — era eu tentando salvar o mundo contra tudo e todos. Aquilo fez sentido para mim no momento e é da natureza humana, já que não é de hoje essa forma quase universal de contar histórias de heróis, sejam eles clássicos ou modernos, para falar sobre nós mesmos.

A verdade, porém, é que até mais importante do que a história dos heróis são as pessoas com que eles se relacionam e criam laços.

Nenhum daqueles projetos teria sequer nascido se eu não estivesse cercado de pessoas incríveis. Eu não teria realizado uma fração do que consegui na minha vida não fosse o apoio, a inspiração e o engajamento das pessoas que me acompanharam nessa trajetória. A natureza nos mostra que, por mais que sejamos indivíduos, estamos todos conectados de forma interdependente. Se é verdade que sozinhos podemos ir mais rápido, quando vamos juntos chegamos muito mais longe!

Murmuration — o poderoso conceito de ‘interdependência’ visto de forma fascinante na natureza

Aproveitei também para reler os comentários do meu texto. Desde alguns dos meus melhores e mais próximos amigos até pessoas conhecidas sem um vínculo muito forte comigo, todos fizeram o mesmo: me apoiaram. Pessoas que se reconheceram e se identificaram, que se beneficiaram de algo que escrevi, que se sentiram inspiradas ou que simplesmente ficaram felizes por eu estar me expressando. Um genuíno e desinteressado suporte, um gesto de reconhecimento que faz toda a diferença para quem ainda busca forças para superar o medo!

Então é resgatando a força desse apoio que agora me comprometo a retornar isso em forma de contribuição: de hoje em diante, vou voltar a escrever!

Cada vez com mais frequência e menos perfeccionismo. Textões profundos, textos curtos e pragmáticos. Poemas, devaneios e reflexões. Histórias que comecei a contar e não terminei. Experiências que vivi e nunca compartilhei. Insights, aprendizados e sabedorias adquiridas na minha trajetória. E o que mais me der na telha!

Já não me importo mais com a visibilidade do horário em que eu vou postar, com a escolha de cada palavra do texto, com o medo de ser julgado… Faço isso simplesmente pelo prazer e o significado de me expressar, aprender e evoluir na caminhada!

Quero me abrir e me expressar, me mostrar vulnerável e pedir ajuda para as pessoas e, assim, me conectar com elas e para desenvolver a força, a coragem e a resiliência necessários para continuar escrevendo. Escrever sobre mim e para mim, sem medos nem tabus, sem a obrigação de que os outros leiam e gostem.

Nesse novo ciclo, quero fazer diferente: quero eu surpreender a vida!

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