Testando dados para melhorar a experiência do usuário.

Algumas dicas e soluções beeeeem passo-a-passo mesmo!

Trabalhei em uma startup voltada para a área de venda direta que tinha uma ideia incrível para um determinado grupo de usuários que era fora da realidade de quem projetava. Ninguém era revendedora e muito menos, precisávamos do aplicativo que estava sendo criado. Como saber o que esse grupo realmente vivia e se o nosso produto era realmente inovador e transformador da realidade que existia pra eles? Simples, mão na massa e força nessa equipe de teste! (no caso, indo até aonde revendedoras moravam, participando de eventos de beleza e cadastrando em revenda direta de todas as marcas possíveis).


Que tem uma série de formas para você metrificar sua experiência de usuário isso é fato, mas quais as melhores para aquele projeto em específico? para os dados que você tem até agora? Tentei colocar nesse texto algumas possibilidades que eu conheço de métodos e entregáveis do UX que podem fazer algum sentido para quem está precisando de um help nos testes e colhimento de dados!

Grupo focal — o famoso teste do primeiro clique.

Colocar o seu produto na mão do usuário final (e é bem útil quando a equipe não sabe muito bem quem é o público-alvo do produto) ou abrir uma discussão sobre determinado assunto e assistir como o indivíduo reage ao que você apresentou a ele. Não há melhor forma de reportar bugs, de entender o processo de experiência do que a experiência por si só. Mapear as primeiras impressões, sentimentos e reações é essencial nesse momento para poder aperfeiçoar e aprofundar nas melhores soluções pro seu projeto.

Benchmarking

É um conceito de marketing bem utilizado, onde há um processo de avaliação da empresa em relação à concorrência, por meio do qual incorpora os melhores desempenhos de outras firmas e/ou aperfeiçoa os seus próprios métodos. OU SEJA, olhar para o concorrente, ou um projeto que te inspire e tirar o melhor dele, conceitos e ações que possam ser implementado ao seu projeto de forma eficiente e melhorada.

Não é copiar! É melhor e inovar o que já vem sendo feito! E tem várias formas de se aplicar benchmarking, confere aqui.

Prototipagem

Melhor forma para começar a ver a carinha do projeto. Prototipar é criar um primeiro modelo da sua ideia desenvolvendo-a, testando e melhorando em um estágio inicial, antes que haja qualquer investimento para implementar.

Não seria incrível se, toda vez que você tivesse uma ideia genial todos pudessem ver, tocar, sentir, e testar sua ideia sem que você tivesse que gastar para desenvolvê-la? Algumas ferramentas como proto.io, invision e marvel fazem isso no âmbito mobile.

Conhecer usuários e pesquisa quantitativa

Imprescindível pra qualquer projeto, né? Saber pra quem é o seu produto e as reais necessidades dele (tanto do seu produto, quanto de quem vai usá-lo) é mega importante. Pra isso, pesquisas iniciais, conhecer a rotina para mapear comportamentos e criar personas pode ser um caminho e isso vai dar um retorno giganteeeeeeesco pro seu projeto, acredite.

As pesquisas quantitativas produzem questões com um resultado mensurável além de apontar novas pesquisas mais precisas necessárias. É uma forma rápida e simples de medir a satisfação dos consumidores e coletar feedback sobre o produto.

Cenários e casos de uso

É parecida com o grupo focal, mas não precisa necessariamente ser o seu usuário-final. É uma análise entre a interação homem-máquina. Gera-se uma lista exaustiva dos cenários possíveis enquanto os usuários estão interagindo com o produto: logado, não-logado, primeira visita etc. Isso ajuda em quê? Dá pra ter uma visão sobre o cenário que você está criando e garantir que todas as ações são possíveis dentro do sistema, além de ter noção sobre como cada pessoa se comporta em dada situação.

Análise Heurística

Ela é bem minuciosa e destaca as falhas e o bom uso da experiência do usuário usando princípios conhecidos de Design de Interação como guia. É saber se o que você prototipou realmente está intuitivo, se a identidade visual está clara, se o comportamento do usuário dentro do seu produto está como planejado, se os elementos estão padronizados na aplicação, quais foram as dificuldades de uso. Estamos medindo aqui a usabilidade do produto. Todas as principais reações que podem ser melhoradas em questão de usabilidade, eficiência e eficácia de toda a experiência devem constar nessa análise.

Card Sorting

Eu amo essa técnica! Ela funciona assim:

  1. Escreva em cards as funcionalidades e conteúdos do seu produto.
  2. Comece a atividade com os cards virados de cabeça pra baixo de forma aleatória na mesa.
  3. Dê aos seus usuários os cards e peça para que eles agrupem essas informações em categorias que façam sentido e que pensem alto de acordo com a realização da tarefa.
  4. Quando tudo acabar, peça para que os participantes/usuários definam cada categoria.
  5. Analise o resultado final e comece a anotar os insights que ocorreram durante a prática. Os seus usuários fizeram categorias parecidas? Tem algum padrão? Alguém ficou confuso com os termos ou com o conteúdo? A sua interpretação é a chave para esse exercício.

O que isso ajuda? Dá um input sobre hierarquia de conteúdo, organização e taxonomia. Você consegue ver o fluxo de ideiais e a relevância do seu conteúdo pra quem realmente importa no projeto.

Teste A/B

Esse teste se baseia em oferecer duas versões diferentes do mesmo produto para diferentes usuários e ver qual das versões tem melhores resultados. Isso serve para melhorar acessos em landing pages, por exemplo. Se o botão for rosa fúcsia ou se for verde-limão, qual chama mais atenção e de fato, faça com que o cliente conclua a compra? Será que faz sentido o conteúdo estar disposto desse lado ou deste? E por aí vai. Você consegue ver qual seria a melhor opção e que te traz maiores retornos a partir desse teste, caso haja alguma dúvida de implementação.

Eye tracking

Nós temos um sentido de leitura (dependendo da cultura isso muda) e os designers estão bem familiarizados com disposição de conteúdos e grids nesse sentido. O eye tracking é uma tecnologia que consegue analisar o movimento dos olhos do usuário à medida em que ele interage com o produto. Com ela, dá pra obter informações sobre qual parte da interface mais interessa pro usuário e a ordem de leitura dos elementos dispostos na tela. Uma outra forma de conseguir informações assim é o heat maping, ele consegue mapear aonde o usuário gasta mais tempo e as áreas específicas em que ele navega durante a experiência.


Tem um livro bem bacana que eu indicaria pra saber mais sobre os processos e métodos que podem ajudar nessa parte de experiência de usuário:

E aí? Conhece mais algum jeito de mapear dados e resultados? Compartilha aí :)