Perene Acalanto ao Suicídio

Céu cinza e pestilento
Combusta esperança
O desalento
A chama reflete a face abarrotada em tolice
Imaginando uma certeza
Imaculada em mesmice
Embriago-me do amargo
Fantasiando o aprazível
Suporto o eremitério
Destilando o invisível

Quando acaro a ilusão que rasga-me a pele
Liberto-me da escravidão que a carne impele
E enquanto queimo na existência
O ardor incendeia a reminiscência
Clareando o palpável
A experiência 
desvanesço, torno ao pó
e então renasço em outra oitava
Transpasso do Si ao Dó