Pq começar a escrever, e como eu resolvi começar

Eu adoraria dizer que sinto um impulso me mandando escrever ou eu não vou conseguir respirar, igual já li nas palavras de alguns autores que admiro. 
Também gostaria muito de dizer que as palavras fluem de mim sem que eu possa fazer nada até que as coloque no papel e finalmente fique em paz.

Mas a verdade é que eu sempre amei ler, desde as revistinhas da Turma da Mônica (valeu Maurício) na hora do recreio. E a ideia de ser alguém tão legal a ponto de criar histórias que cativem outras pessoas sempre foi bem presente. Tão presente quanto a minha completa inabilidade de criar histórias, pelo menos na forma daquele talento inato que apenas surge e pronto.

Eu achava que pra escrever histórias bastava sentar em frente uma folha/tela em branco e a coisa cairia no meu colo. Daí essa manhã eu li esse texto da Aline Valek:

Uma semelhança entre Lelaina e Hannah é o apego ao pouco que fazem. Por terem se acostumado a sempre pegarem o caminho mais fácil, isso quando não recebem na mão tudo aquilo de que precisam, empenham o mínimo de esforço possível em todos os aspectos de suas vidas, inclusive na criação artística. Acreditam que fazer arte não depende de esforço, afinal, são especiais.

E aí essa tarde vi esse vídeo. Vai lá, assiste, é bom. Não tem só 5 minutos igual a maioria, e é em inglês, mas é bom pra caramba!

Tá, eu facilito um pouco, embora ainda ache que você devia ir lá assistir a ela falar com suas próprias palavras. No vídeo a Dra. Carol S. Dweck explica como, a partir da forma como somo criados, podemos desenvolver uma forma de pensar que “cresce” ou fixa.

Pessoas cuja forma de pensar “cresce” não tem tanto medo de errar, aprendem continuamente, e assim acabam crescendo (dãã) mais, tanto em âmbito profissional quanto pessoal.

Já pessoas cuja forma de pensar é fixa tem mais medo de tentar, e assim falhar, tem medo de não parecer tão inteligentes quanto foi dito que eram ao longo de toda sua vida. E assim acabam ficando mais estagnadas (fixas) em ambos os âmbitos também.

Segundo ela uma forma bem básica de mudar sua mente de fixa pra “crescente” (ou a melhor tradução que eu achar num futuro próximo) seria sair da zona de conforto, e assim ir perdendo o medo de tentar, e falhar.

Chegamos todos à conclusão lógica de que eu me identifiquei pra caramba com o pessoal que se acha o escolhido? E também com a galera da mente fixa? E que resolvi sair da minha zona de conforto e finalmente começar a escrever algo que não fossem receitas? (a parte das receitas vcs não precisavam ter adivinhado…)

Chegada a conclusão lógica, eis meu primeiro texto sério, eu acho, explicando porque escrever. Embora ele me pareça extremamente besta, mas vai saber…
E pra não falar que não falei do como começar a escrever: Eu não só sentei em frente a uma tela em branco e pronto. Tem umas 2h que eu tô aqui. E também precisei (e continuarei precisando) da ajuda desse site aqui: coach.me
Parece que eles são ótimos pra ajudar quem quer desenvolver um novo hábito.

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