Por que é tão importante ser inteligente?

Sabryna Mendes
Aug 9, 2017 · 3 min read

A inteligência é um atributo extremamente valorizado nas relações sociais porque carrega consigo uma série de outras qualidades: a menos que seja superdotado, sua inteligência é fruto de dedicação, esperteza, perspicácia, bons hábitos cognitivos, etc.

Um sujeito inteligente normalmente é um cara curioso para o mundo, com um bom histórico de leituras, estudo, uma bagagem cultural rica e uma absorção rápida de conhecimento. Pense um pouco: quais desses itens contêm nas pessoas que você considera inteligente?

Talvez a supervalorização deste adjetivo esteja em ser algo geralmente adquirido. Não é como a beleza, ou você nasce com ela ou não nasce (deixando de lado as variáveis do mundo fitness, métodos cirúrgicos e a relatividade do conceito de beleza). A inteligência é construída, moldada, lapidada. Hoje você tem muito mais conhecimento que há cinco, dez anos, e certamente menos do que terá daqui a quinze.

Mas como medir a inteligência?

É possível dizer “Eu sou mais inteligente que você”? Onde encontrar essa escala?

Concordam que é um termo tão relativo quanto a beleza?

O que é preciso saber para ser considerado inteligente?

Artes, ciência, política, história, português, tecnologia, esportes, idiomas, leis, matemática, literatura, atualidades.

Ufa! Muita coisa.

Mas e se eu souber só metade delas? Já é o suficiente para ganhar orelhinhas daquele pobre animal — que nada tem a ver com nossa capacidade cognitiva e mesmo assim ficou com a culpa — e obter um defeito?

Por essa sede de ser reconhecido inteligente vamos em busca de saber sobre assuntos que pouco nos interessam e isso é uma perda de tempo enorme, pois seria melhor aproveitado se fôssemos aprender mais dos assuntos que de fato são interessantes para nós. Porém, nem sempre os temas que nos deixam felizes em conhecer são de interesse da maioria, e, se a maioria está discutindo determinado tema, nos sentimos tolos em não ter propriedade para entrar na roda de conversa.

Claro que não estou fazendo apologia à ignorância — ainda que a considere uma benção em certos contextos — , mas clareando a ideia de que não saber algo não diminui a nossa inteligência, pois ela é grande no nosso universo, que é composto por coisas que a gente gosta e coisas que a gente não gosta.

Também não considero que a inteligência seja medida por exames, sejam eles vestibulares, provas da escola, concursos públicos, etc, o que eles medem é sua capacidade de reter certos assuntos que serão questionados a você. Por isso, você será inteligente se acha que sabe o bastante sobre o que te interessa. Se você conhece muito de games e pouco de política, será inteligente no debate sobre games e um mero ouvinte no debate sobre política — se te interessar ouvir sobre isso, é claro.

Não precisa ter no currículo todos aqueles itens que citei lá em cima. Seja curioso e interessado para reter informações que são relevantes para você. De resto, o básico está bom. Ou nem isso.

Sabryna Mendes

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Especialista em nada, comentarista de tudo. Livros, séries, filmes e aleatoriedades.

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