Não vou falar sobre racismo porque esse não é meu lugar de fala. A Djamila Ribeiro diz que lugar de fala não é impedir alguém de falar, é dizer que outra voz precisa falar e sobre racismo não existem poucos conteúdos que demostram a condição miserável (pra citar Malcolm X) que existe no mundo em que vivemos. Meu foco aqui será a perspectiva de pessoa branca aliada na luta antirracista. Não é o momento de nos calarmos, é o momento de falar para amplificar vozes pretas e mostrar que estamos ao seu lado.

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"Towards a just peace". Tirei foto desse cartaz no Apartheid Museum em Johannesburgo.

Reconhecendo meu papel como aliada

Antes de 2014, tudo em relação à raça e racismo era muito abstrato e pouco estruturado pra que eu pudesse entender melhor. Lembro bem do dia que eu entendi o que era um quilombo e quem eram pessoas quilombolas. Lembro como foi difícil aceitar que eu nunca poderia entender certas coisas. E também assumir minha branquitude e os privilégios que com ela vinham. …


As we often need to translate some contents, we came up with some guidelines for professional or personal translations, based on our research and experiences. This article is not meant to be an extensive technical list. Our goal is to share a good selection of recommended practices for those who are venturing on this new field.

By Marcos Fabbron and Samantha Rosa.

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Guidelines for translation

Here we present some hacks on translation. You do not necessarily need to follow them in a specific order. Try them and let us know what you think.

  1. Get the point: make sure you understand the message you are…


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Foto que tirei na Rocinha, em 2012.

Por sorte, entrei no mundo do design. Digo sorte, pois vinda de uma família de origem simples e sem muitas expectativas, consegui uma bolsa de estudos em Design Industrial (escolhi design porque pensava que era decoração de interiores, eu tinha 16 anos). Comecei a estudar sem ter ideia do que encontraria ali, me apaixonei pela profissão e assim continuo, depois de 10 anos.

Me sinto realizada por poder usar a minha força de trabalho para melhorar a vida de algumas pessoas. Eu me orgulho disso. O problema dessa história é que foi o acaso que me colocou lá. Com o meu histórico, não era pra eu estar ali, afinal eu nem sabia o que era design e não tinha grana como a galera que pagava a faculdade. …


— Mas o que é bom? Ou ruim?

— Bom é quando uma pessoa faz as coisas certas.

— Certas de acordo com o que? Ou quem?

— Com as regras, ué.

— Mas quem define as regras? Ou por exemplo, o que é bonito ou feio?

— Ah, por exemplo, se uma pessoa comete um crime, o governo tem direito de fazer ela pagar, ou no caso, de ter acesso a informação daquela pessoa.

— Então tu acredita que o governo pode ter acesso a informação das pessoas?

— Sim, por exemplo, em casos de terrorismo.

— Mas quantos casos de terrorismo realmente acontecem? Faz sentido o governo ter acesso à informação de todas as pessoas? …


No último texto comentei sobre cometer erros, lidar com eles e fazer disso um caminho de aprendizado contínuo. Reconhecer que algumas coisas não vão dar certo me parece um bom primeiro passo.

No entanto, queremos sempre ter sucesso — dentro das nossas limitações — nas nossas iniciativas. Percebi que grande parte do que me faz ficar perdida é o fato de que tenho muitas coisas concorrentes, interessantes e importantes na minha pilha de atividades a fazer.

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“Pronto, agora é 'só' decidir por onde começar”.

Conversando com a Juliana, minha coach sobre o assunto, ela comentou alguns possíveis motivos pelos quais eu me sentia perdida em determinados momentos. …


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En el mundo por el que viajo, voy construyéndome constantemente. — Frantz Fanon

Faz pouco mais de um mês que mudei do Brasil pro Ecuador, pra trabalhar com o desenvolvimento de capacidades da equipe interna do escritório da ThoughtWorks em Quito, fazendo parte da equipe de liderança do país. Durante esse período, tenho aprendido várias coisas interessantes, que resolvi começar a compartilhar por aqui.

O primeiro aprendizado é sobre cometer erros

Por muito tempo li aquelas frases motivacionais que dizem que “se você está errando, é porque você está tentando algo novo, e consequentemente, aprendendo”. Mas na prática, o que significa errar e aprender com os erros?

Bom, no meu caso, eu trabalho com design desde 2005, são 11 anos. Já aprendi muito, errei muito, mas chega um momento que grande parte do dia-a-dia já está no piloto automático. Ou seja, não cometemos mais tantos erros, simplesmente porque não tentamos muitas coisas realmente novas. …


Trabalho em uma empresa de desenvolvimento de software com mais ou menos 400 funcionários no Brasil. Somos apenas 8 designers de experiência (UX). Proporcionalmente falando, só 2% da população da empresa.

Com ou sem designer, sempre vai existir alguém realizando atividades de design — afinal, design é projetar para solucionar diferentes tipos de problemas. Isso quer dizer que em diversas iniciativas não existem nem vão existir designers dedicados àquela equipe, mas as pessoas vão continuar pensando em experiência, em interação, em soluções.

Estimo que esse cenário se repita, mantidas as devidas proporções, em muitas empresas no Brasil e no mundo.

Entendendo o valor do design

Apesar de sermos poucos, percebo que cada vez mais as pessoas entendem o valor do design, entendem como metodologias como o Design Thinking e atividades como mapeamento de experiência estão aí para facilitar a nossa vida e ajudar a resolver problemas de negócio. …


Meu avô Cairo faleceu antes mesmo de eu nascer, há uns 30 anos atrás. Ele era o marido da minha vó Maria, a melhor pessoa que já conheci, e que assim como os filhos, sempre falou muito bem dele. Eles eram os pais de nove filhos: Joanita, Amélia, Joel, João, José, Jorge, Jane, Janete e Julio.

Na última sexta-feira, almocei na casa da tia Janete. Durante o almoço, com muito peixe, ela e a minha mãe, a Jane, estavam comentando que essa época do ano era a mais farta da família, a época da sexta-feira santa. Meu avô era pescador: foram os primeiros moradores e pescadores da Vila Assunção, em uma época em que não tinha nada lá, a não ser um rio limpo pra tomar banho e pescar peixes que podiam alimentar muita gente. …


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Em 2013 tive a oportunidade de ir ao UX Week, evento sobre User Experience Design em San Francisco, organizado pela Adaptive Path — cujo fundador é o Jesse James Garrett, autor da metodologia que me fez ter tanto interesse por UX Design. Foi muito legal conversar com ele por alguns minutinhos.

A parte principal do evento são as palestras, mas também acontecem alguns workshops, sendo o ‘Design for Social Change’ um dos que participei. A facilitadora era a Sara Cantor Aye, uma ex-funcionária da IDEO que abriu a própria empresa chamada Greater Good Studio. …

About

Samantha Rosa

I’m a Brazilian Designer leading the creation of experiences that deliver positive social change to organizations — sahrosa.com

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