Olhares dizem muito…
“O que uma viagem de uma semana pode causar na sua vida?” Ahh, umas fotos boas, momentos lindos que vai ficar pra sempre na memória, mas nada muito louco… ATA, até parece, se fosse assim, tudo seria tão sem graça, tão simples… Depois de um ano e meio sem viajar, fui passar uns dias em um dos meus lugares favoritos do mundo. Tudo estava tão diferente, não achei que seria igual às outras vezes que fui para lá. E eu estava confiante de uma coisa: não voltaria pra casa sem meu coração. Mas né, eu me enganei, afinal, quem acerta sempre?
Esse texto vai ser mais um throwback de tudo, porque sei lá, adoro relembrar e obviamente, tem que ter um texto assim, é a minha cara hahahah
O dia estava lindo, me arrumei, num estilo meio gótico hahaha (sim, eu lembrei que tu curtia preto e tal, pensei em ir de um jeito que talvez chamasse sua atenção). Quando chegamos lá, meu coração não tava normal, tinha acelerado e a cada minuto mais perto da hora de te ver, mais ansiosa eu ficava. Tu chegou, corri pra te abraçar, mas… Cadê o brilho? Cadê teu jeitinho? Tu estava tão cinza…
Enfim sábado! Aquele dia estava tão maravilhoso, perfeito pra festa. Me arrumando e pensando em como seria a noite, afinal depois da nossa conversa de sexta a noite, não sabia mais de nada. Mas aí eu cheguei na festa, só tu me importava ali basicamente, nem me importei e sentei do teu lado. Só de estar ali, já era o suficiente. Não sei, mas parecia que teu olhar tinha mudado um pouco já, ao me ver. Mas não sei, talvez eu estivesse me equivocando. Quando acabou a festa, estávamos desmontando tudo e eu simplesmente não conseguia parar de olhar pra ti. Sei lá, passou nossa história toda na cabeça e eu fiquei pensando como isso poderia ser diferente… Mas estava muito feliz, de poder estar ali, te olhando sem mais nem menos.
Domingo, assim que cheguei na igreja, foi tão diferente de ver, parecia que tu tinha mudado da noite pro dia. Realmente queria ficar perto de mim. Te chamei pra sentar comigo e sei lá, não achei que tu iria, mas tu realmente foi. Ficamos tristes por eu não poder ficar pro almoço do japonês, e senti essa tristeza no seu olhar, mas ao mesmo tempo, vi que o mesmo estava ganhando seu brilho de volta…
Esse dia foi muito especial pra mim. Vi um dos melhores caras que eu conheço se batizando, foi muito emocionante. Também foi o dia que eu e tu nos reconciliamos direito… Bah, meu, tu não sabe como eu sorri naquele dia!
E o clichê “duas cocas e o nosso banco na livraria entre ciências políticas e sociologia”… Ficamos ali por pouco tempo, mas que na real pareceu bastante. Te contei um pouco de mim e tu me contou de ti. Dividimos experiências que eu acredito que era a chave pra nossa amizade voltar ao que era. Tu entendeu o porquê de muitas coisas que aconteceram comigo. E foi incrível, (mesmo com um cara aleatório secundando um estilete), foi maravilhoso passar aquele tempo contigo, rindo, filosofando. Podia ver, que tu estava voltando a ser o Pedro, aquele que eu sabia que adorava estar comigo e sabia que eu amava a tua companhia.
AAAAA, o dia mais lindo da vida ❤
Acordei sorrindo, sabia que o dia ia ser louco. Me arrumei, pensei muito em ti durante o banho, hahaha, (horário das brisas mais loucas). A chuva fraca caia sobre nós, mas o que que tinha de ruim né? Hahaha, peguei o ônibus e fiquei ali, por uns 30/40 minutos, pensando em ti, sorrindo do jeito bobo. Assim que te vi na calçada, lógico que fui “correndo” te abraçar e não podia parar de sorrir. “Cara, eu sinto muitas coisas por esse guri”, eu pensava.
Tu não sabe a explosão de cores que foi quando eu peguei na tua mão, mesmo que por milésimos de segundos, foi aquele toque com sentimento, com paixão.
Infelizmente nosso passeio de catamarã não rolou, e tu sabe que eu queria muito ir e esperaria o tempo que fosse, mas né, não dependia de mim e nem de ti. Ali no banco, esperando o carro chegar, deitei no teu ombro e, nossa, ficaria ali pra sempre (mal sabia eu o que estava por vir). Chegamos no shopping, encontramos nosso querido amigo e meu! COMO EU QUERIA SEGURAR A TUA MÃO! Tu não faz ideia, mas sei la, não sabia o que os dois iriam pensar. Fomos almoçar, tu teve o privilégio de ser o primeiro me fazer comer o Whopper, e muito obrigada, eu amei o lanche. O almoço foi divertido, eu não parava de rir e te olhar, e via a alegria nos teus olhos. “Até que enfim, o Pedro pelo qual me apaixonei há 2 anos é o mesmo de agora…”… E quem diria? Me apaixonei pelo mesmo, de novo.
Sentamos ali, na escada. “Esquece esse batom” tu me disse, hahaha. Comecei a pensar que falta tão pouco pra eu ir embora e comecei a chorar. Agora agradeço por ter chorado. Tu me abraçou, meu coração acelerou e se entregou de vez pra ti. Podia sentir teu olhar apaixonado em mim, pensando “ela não pode ir embora”. Conseguia te sentir. Nossa conexão aumentou muito naquele momento. Queria eternizar, aquele abraço, os dedos entrelaçados fazendo carinho um no outro. Senti tantas coisas por ti naquele momento que dicionário nenhum teria palavras pra explicar o que foi tudo aquilo. Aquela foto… ❤
Fomos embora com um sorriso tão bobo no rosto, que permaneceu até eu ir dormir. No carro, voltando, tu me olhando me acelerava, me deixava feliz por estar sentindo isso tudo de novo. Dei uma chance nova ao meu coração. Tu me deu uma chance nova. A gente ganhou uma nova chance. Eu via em teu olhar, o brilho, de estar comigo e tenho certeza que tu via meu amor por ti nitidamente. Aquele foi o melhor dia de todos.
Teu olhar apaixonado diz muito, assim como o meu. Eu me apaixonei por ti, mais uma vez. Tu se apaixonou por essa guria paulista, que ama falar contigo e tem sonhado e orado por nós. Tu sabe exatamente como me olhar, para fazer eu me apaixonar por ti. E olha, deu certo.
Eu amo você, meu guri ❤
“Não se esqueça ❤️” #11
