Capitão America - O Soldado Invernal

Finalmente “O” Capitão America que EU queria!


Antes de falar do filme em si gostaria de deixar claro que não sou nem nunca fui grande fã do herói. Meu conhecimento sobre o super soldado vem do quadrinho Guerra Civil, de sua participação numa mini serie da X-23 e das historias que ouvi por ai.

Nada demais, o suficiente para conhecer o personagem um pouco. O que nunca me fez gostar ou desgostar, era só “o capitão”, o que não mudou com sua 1ª incursão as telonas. Pelo contrario, se eu já não alimentava apresso pelo personagem, seu 1º filme vei só pra pontuar o que eu achava. O que não era bom, já que pra mim ele era só um cara vestido com a bandeira dos Estados Unidos e um escudo legal.

Então veio o filme dos Vingadores e eu continuei achando que “esse cara não tem como mandar em ninguém ali” e o escudo era legal.
E porque estou dizendo isso? Por que isso mudou.

“Não confie em ninguém”

Capitão America 2 é um ótimo filme de ação e espionagem mesclando o estilo Born e James Bond com o humor e efeitos especiais necessários para você se senti confortável de estar vendo um filme Marvel. E isso é perfeito.

A trama tem seriedade e aborda temas atuais — como controle de informação, auto espionagem e a troca de liberdade por “segurança” — vistos pelo ponto de vista do Capitão, mas segue fluída pincelando personagens, easter eggs (fique atento) e brincando com piadas nos momentos certos, desde a relação de um cara que dormiu 70 anos nos dias de hoje e a amizade/rivalidade entre Steve Rogers (Chris Evans) e San Wilson, o Falcão (Anthony Mackie).

O Falcão é foda!

Com cenas de ação espetaculares e um ótimo ritmo, um dos méritos do filme é apresentar de forma simples elementos “super” e acontecimentos, sem precisar parar para explicar o que está acontecendo — o que finalmente é uma alegria para este que vós escreve em não ouvir um sonoro “mas o que?” ou “mas isso é mentira!” dos expectadores na sala de cinema. É fácil ver que o “fator super herói” já é tão popular quanto qualquer outro estilo no cinema.

Ah… Agente 13

E tudo parece tão crível! Não só pelo ambiente do filme ser “o nosso mundo com um pouco mais de tecnologia e inteligencia artificial (o que podemos considerar um gancho para o futuro e suporte para a trama do longa), mas também por nos apresentar inimigos que podem existir. Tirando o protagonista e o vilão que intitula o filme nada parece muito distante e isso é muito legal (e assustador se você for um pouco paranoico).

E para completar Viúva Negra (Scarlett Johansson), Nick Fury (Samuel L. Jackson), Maria Hill (Cobie Smulders) e cia não decepcionaram e carregam bem como personagens secundários. Assim como os vilões: tanto o Soldado Invernal (Sebastian Stan) os vilões secundários trazem a noção de perigo para representar desafio aos mocinhos. E ainda vemos rostos e nomes novos e promissores…

Mas o que me deixou realmente feliz é que finalmente temos O Capitão. Menos quadrado, mais atualizado, confiante e carismático, o Steve Rogers deste filme parece muito mais um líder de verdade, e um herói, do que em qualquer de suas outras aparições nas telas. E isso mesmo perdido e atormentando pelo passado.
O Capitão neste filme é aquilo que todos nos temos dentro de nós (uns mais outros menos), aquele cara legal tentando fazer a coisa certa e que, assim como nós, se vê perdido em meio a esse “mundo novo”.

Finalmente, para mim e para muitos outros eu espero, o Capitão America se tornou mais que só mais um super cara, mas sim um herói ao estilo Marvel: um exemplo de um bom homem tentando fazer a diferença.

“I never said pilot”

E que venha Vingadores 2!

PS: Fique até o final, o filme tem 2 cenas pós créditos.

Esse texto foi publicado originalmente em metajogo.com.br

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