A inveja, a crise e as trevas
Alexandre Borges
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Alexandre, o texto foi muito bom, mas você errou em uma parte da conclusão. Em uma democracia formal como o Brasil, quem determina o Poder Executivo e o Poder Legislativo é o povo, então, a cultura de inveja e mediocridade vem do povo para o Estado mais do que vice-versa. Primeiro, tivemos a eleição do Lula como sinal disso. Não só a figura do candidato, também a de quem votou nele. Depois, tivemos a reeleição do mesmo Lula pouco depois da divulgação do Mensalão, com ainda mais votos que na eleição anterior. Depois, a eleição da Dilma Rousseff a reboque da figura desse Lula com ainda mais votos.
E temos um outro problema: uma sociedade onde um cidadão honesto perde a confiança nela própria é uma sociedade onde só os canalhas podem ter algum sucesso, mas, em geral, ninguém sai dessa sociedade. Para essa sociedade não cair sob o peso da própria canalhice, a sociedade inteira precisa de uma revolução cultural, onde os bons princípios são elevados a regra geral da vida social, o que leva os mais capacitados e (ao mesmo tempo) os mais éticos a todos os cargos decisivos.