“Eu não tenho fracasso porque sou só fracasso”, me disse o artista

Para ter fracasso é preciso ter sucesso, para ter sucesso é preciso ter uma ideia do que ele é. Se não tenho nem a ideia, nem o sucesso: não tenho o fracasso. Ele deixa de existir. Quando elimino a polaridade elimino o que ela traz em si: o espelhamento as avessas de idealizações.

Não é preciso viver entre o preto e branco diante da imensidão de cinzas que há entre eles. Quando olhamos para o entre e ali dedicamos atenção passa a existir apenas a experiência pura de um constante fazer e desvelar-se. O fracasso é uma ideia perversa que dá medo do experimentar. Na experiência — o lugar livre de juízos e tempo — podemos criar o novo. Tanto o fracasso quanto o futuro nos prendem em ideias preconcebidas do mundo e de nós.

Em certa medida quando pegamos gosto pelo movimento aprendemos a brincar, talvez esse gesto presente e livre seja a alforria possível.

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