Nem todo herói veste capa. Nem toda heroína também.

Samar Ghattas
Jul 29, 2017 · 3 min read

A vida é frágil e passageira. E, toda jornada tem começo, meio e fim.

Poderia falar de Superman, Batman. Harry Potter, por que não? Poderia falar de você ,de mim, de nós.

Joseph Campbell, em seu livro O Herói de Mil Faces, trouxe ao nosso conhecimento o percurso de transformação do homem comum em herói, com todas as provações que surgem no meio do caminho.

tirinha explicando de forma criativa a Jornada do Herói

Poderia falar também da Ruksana, Wadley, Senna, Sokha, Suma, Yasmin, Amina, Mariama, Azmera e tantas outras. Tantas outras que o mundo talvez desconheça. Mas, quem são elas?

“Azmera, uma etíope que, aos 13 anos, se recusou a casar à força. Ruksana, uma menina que vivia nas ruas da Índia e cujo pai se sacrificou para garantir educação à filhas. Wadley — do Haiti, aparenta ter 7 anos e se vê impedida pela professora de assistir às aulas porque a mãe não pôde mais pagar a mensalidade depois do terremoto que matou 316 mil pessoas e desorganizou o país, em 2010. Senna, uma poeta do Peru. Sokha, uma órfã do Cambodia. Suma, uma musicista do Nepal. Yasmin , detida no Egito por ferir com faca um carroceiro sedento por estuprá-la. Mariama, uma radialista de Serra Leoa, e Amina, que vive no Afeganistão.” — essas, são nossas heroínas.

(veja o vídeo emocionante)

O Mundo Comum da jornada dessas heroínas conduziram histórias inspiradoras. A luta pelo direito à vida, a ser humano, a pertencer a algo maior. A luta pelo sonho de uma vida melhor, mais justa e humana.

A 62 milhões de meninas é negado o direito à educação”, enfatizou a diretora da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em uma conferência na Academia Diplomática do Chile.

Os direitos humanos são direitos inerentes a todos os seres humanos, independentemente de raça, sexo, nacionalidade, etnia, idioma, religião ou qualquer outra condição. Incluem o direito à vida e à liberdade, à liberdade de opinião e de expressão, o direito ao trabalho e à educação, entre e muitos outros

Ao redor do mundo, mulheres combatem a violência de gênero em torno de uma questão central: a educação — a maior de todas as soluções.

A vulnerabilidade em que se encontram essas meninas permite criar histórias tristes, desumanas nas mãos de extremistas que as fazem reféns do medo e da angústia.

O acesso à educação é uma maneira de “quebrar ciclos de pobreza, acabar com longas tradições de injustiça e educar filhos e filhas de maneira igualitária”.

O mundo precisa devolver a dignidade delas. E, não é apenas um papel governamental ou de ONGs e instituições. É o papel de todos aqueles que possuem Voz.

A vida é frágil e passageira. E, toda jornada tem começo, meio e fim.

Qual é o final que você escreveria na histórias dessas heroínas?

Girl Rising é um movimento global, em parceria com a Visão Mundial, para promover a educação de meninas em países em desenvolvimento. Um filme que mostra de forma sensível e profunda a força do espírito humano e como o poder da educação pode mudar uma menina, transformar vidas e melhorar o mundo.

Samar Ghattas

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