Nem todo herói veste capa. Nem toda heroína também.
A vida é frágil e passageira. E, toda jornada tem começo, meio e fim.
Poderia falar de Superman, Batman. Harry Potter, por que não? Poderia falar de você ,de mim, de nós.
Joseph Campbell, em seu livro O Herói de Mil Faces, trouxe ao nosso conhecimento o percurso de transformação do homem comum em herói, com todas as provações que surgem no meio do caminho.

Poderia falar também da Ruksana, Wadley, Senna, Sokha, Suma, Yasmin, Amina, Mariama, Azmera e tantas outras. Tantas outras que o mundo talvez desconheça. Mas, quem são elas?
“Azmera, uma etíope que, aos 13 anos, se recusou a casar à força. Ruksana, uma menina que vivia nas ruas da Índia e cujo pai se sacrificou para garantir educação à filhas. Wadley — do Haiti, aparenta ter 7 anos e se vê impedida pela professora de assistir às aulas porque a mãe não pôde mais pagar a mensalidade depois do terremoto que matou 316 mil pessoas e desorganizou o país, em 2010. Senna, uma poeta do Peru. Sokha, uma órfã do Cambodia. Suma, uma musicista do Nepal. Yasmin , detida no Egito por ferir com faca um carroceiro sedento por estuprá-la. Mariama, uma radialista de Serra Leoa, e Amina, que vive no Afeganistão.” — essas, são nossas heroínas.
(veja o vídeo emocionante)
O Mundo Comum da jornada dessas heroínas conduziram histórias inspiradoras. A luta pelo direito à vida, a ser humano, a pertencer a algo maior. A luta pelo sonho de uma vida melhor, mais justa e humana.
A 62 milhões de meninas é negado o direito à educação”, enfatizou a diretora da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em uma conferência na Academia Diplomática do Chile.
Os direitos humanos são direitos inerentes a todos os seres humanos, independentemente de raça, sexo, nacionalidade, etnia, idioma, religião ou qualquer outra condição. Incluem o direito à vida e à liberdade, à liberdade de opinião e de expressão, o direito ao trabalho e à educação, entre e muitos outros
Ao redor do mundo, mulheres combatem a violência de gênero em torno de uma questão central: a educação — a maior de todas as soluções.
A vulnerabilidade em que se encontram essas meninas permite criar histórias tristes, desumanas nas mãos de extremistas que as fazem reféns do medo e da angústia.
O acesso à educação é uma maneira de “quebrar ciclos de pobreza, acabar com longas tradições de injustiça e educar filhos e filhas de maneira igualitária”.
O mundo precisa devolver a dignidade delas. E, não é apenas um papel governamental ou de ONGs e instituições. É o papel de todos aqueles que possuem Voz.
A vida é frágil e passageira. E, toda jornada tem começo, meio e fim.
Qual é o final que você escreveria na histórias dessas heroínas?
Girl Rising é um movimento global, em parceria com a Visão Mundial, para promover a educação de meninas em países em desenvolvimento. Um filme que mostra de forma sensível e profunda a força do espírito humano e como o poder da educação pode mudar uma menina, transformar vidas e melhorar o mundo.
