A gente tem que parar de protelar a vida e hojear mais

Eu estava no meio da programação de um encontro com amigos e senti uma coisa: a gente precisa parar de protelar a vida e “hojear” mais.

Fiquei triste, mas olhei em volta, lá no trabalho, e pensei comigo: que bom que eu não estou sozinha.

Que bom que eu passei esse ano em que a “crise” nos puxa para baixo, em que a correnteza força a desistir, em que a cada levantada para respirar uma onda tenta nos derrubar, pensando e, mais importante, contatando quem eu queria ter junto, pessoas cujo trabalho me interessava e que eu queria sentir se tinham afinidade e ética comigo para começarmos algo novo juntos.

Que bom que quando a amiga carioca disse que teria um dia em Sampa, eu disse pra vir em casa jantar e ela aceitou.

Que bom que o outro amigo lembrou no grupo do whatsapp que estava perto do aniversário de alguém querido.

Que bom que eu não desisti de dar aquele abraço atrasado de aniversário e que foi na semana em que ele conquistou o título de mestre.

Que bom que posso trabalhar para amigos e contratar outros para serem meus colaboradores.

Que bom que a gente não quer só comida e tenho com quem falar de manhã, à tarde, à noite, de madrugada nos meus blogs.

Que bom que agora eu tenho uma startup com algumas das minhas melhores amigas.

Que bom que estou realizando o sonho de criar um filme.

Que bom que meus amigos de todas as idades são amigos dos meus filhos e sem esforço nem artificialismo há horizontalidade na nossa convivência.

Que bom que minha irmã é minha melhor amiga.

Que bom que eu gosto de juntar meus amigos e posso vê-los abrindo seus mundos que pareciam imiscíveis.

Que bom que, apesar de tantos “nãos”, “a gente precisa marcar” e “quem sabe um dia”, eu não desisti de convidar as pessoas para estarem comigo hoje.

Porque a gente não sabe se terá amanhã.

A gente não sabe se depois do mergulho na tarde de descanso voltaremos para abraçar e celebrar quem amamos.

A vida é feita de muitos encontros e desencontros.

Poucas sementes vingam, raras se transformam em vidas que darão frutos. Mas nenhuma delas é em vão.

Porque a gente não sabe se terá amanhã. A gente não sabe se depois do mergulho na tarde de descanso voltaremos para abraçar e celebrar quem amamos.

A vida é feita de muitos encontros e desencontros.

Poucas sementes vingam, raras se transformam em vidas que darão frutos. Mas nenhuma delas é em vão!


Originally published at www.avidaquer.com.br.

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