Existe o verbo “sentimentar”?

A cada minuto, hora ou semana sinto a necessidade de recomeço. Resentimentar como um gesto novo, uma disposição pela ligação entre sensorial e o viver mais íntimo. Um oxigênio que me falta em vida dissonante.

Reinvento meu trabalho, nos contatos (entre amigos ou nem tanto), nos estudos e no viver em plena qualidade realmente vivida sem abstrações ou equívocos plantados por ideias suspeitas. Nestes recomeços procuto encontros com uma energia não cósmica com a qual me identifico pois esta teria uma claridade e transparência incomum. Assim como percebo incomum no universo simplório e não tão imortal para os demais sentimentos onde moram memórias de mortais vivos e imortais mortos.

Enfim… A sintonia e o inventado “resentimento” se regam para me alimentar com reciprocidades também regadas por temperos de outras culturas de além mar.

Uma amizade “resentimentada” é pouco comum exceto na proximidade bem mais comum entre almas e pensamentos flutuantes.

Agradecer dizendo à uns incógnitos declinando por não achar um termo maior do que agradecimento, termo que posso substituir por outros desconhecidos que serão conhecidos como se sempre tivessem existido no vocabulário pobre e indireto.

Poetas dos sons e imagens entenderão meus curtos textos que não me orientam para o grande público, pois público não sou até que me publique em suaves e banais prosas.

De forma inconstante contínuo me “resentimentando” como um pensador modesto e do outro lado do mar. Mar do Oriente que me Orienta.

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